Os comerciantes da zona histórica do Seixal exigem a rápida conclusão das obras que se iniciaram em Dezembro, referindo que existem estabelecimentos em risco de fechar.

Os comerciantes reuniram com a autarquia do Seixal para analisar a situação, com Vítor Sarmento, um dos comerciantes, a afirmar que demonstraram a preocupação com a situação existente.

“Estiveram presentes muitos comerciantes e colocámos várias questões, como o prazo para o fim das obras e a necessidade de existir informação e articulação sobre a situação. Abordámos também a possibilidade de algum apoio pecuniário ou a redução de algumas taxas”, afirmou o porta-voz.

Vítor Sarmento referiu que a intervenção no Passeio Ribeirinho do Seixal arrancou em Dezembro, com o com tempo de obra estimado de 210 dias (sete meses), mas que tal não foi cumprido.

“Nos últimos tempos verificámos que as obras estão diferentes, a andar mais depressa, mas ainda existem trabalhos para algum tempo. Já existem pessoas em risco de fechar os estabelecimentos, pois existem problemas de mobilidade, falta de estacionamento no local e muita areia e buracos, com a chuva eram muitas as poças e lama”, defendeu.

O responsável afirmou que a autarquia garantiu que a rua Paiva Coelho e a Praça da República devem estar concluídas até ao final de Novembro.

“São dois espaços centrais e que vão atenuar significativamente os problemas, mas agora resta saber se este prazo é cumprido. Nós, comerciantes, não estamos contra ninguém, apenas queremos a situação resolvida. No meu caso, que tenho um restaurante, ando a vender 5 ou 6 refeições por dia durante a semana, o que me vale é o fim de semana”, afirmou.

Vítor Sarmento explicou que também as pessoas que vivem no local têm sentido problemas, pois não podem estacionar perto das casas e existe “muito pó e dificuldades de mobilidade”.