Sistematizar o conhecimento contemporâneo sobre o complexo das Ruínas Romanas de Tróia, é este o objectivo da equipa científica de arqueólogos que ao longo do próximo mês de Outubro vai andar a recolher depoimentos junto de quem participou em escavações ou eventos no monumento, ao longo dos anos.

A ideia da equipa científica do “Centro de Memórias das Ruínas Romanas de Troia” – que resulta de um protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de Setúbal e o Troiaresort – é reconstituir os registos que descrevem os trabalhos desenvolvidos e assim “colmatar, num primeiro ângulo, lacunas investigativas que resultaram de várias explorações arqueológicas ao local durante o século XX e que foram particularmente activas na década de 60”.

A falta de sistematização científica revela-se “mais evidente noutras campanhas arqueológicas da primeira metade do século XX, em que, inclusivamente, participaram figuras notáveis da sociedade setubalense, como Arronches Junqueiro, António Inácio Marques da Costa e D. Rodrigo de Lencastre”, explica o município em nota de imprensa. Outras campanhas contaram também com a participação de voluntários.

Os arqueólogos municipais e da equipa das Ruínas Romanas de Tróia vão realizar uma série de entrevistas, sempre que possível no local das próprias ruínas, na Península de Tróia. O trabalho quer registar também as memórias de pessoas que nos últimos anos tiveram algum tipo de vivência no local, que está “intimamente associado a inúmeras actividades culturais e antropológicas contemporâneas, desde simples passeios a festas tradicionais”.

As Ruínas Romanas de Tróia são um sítio arqueológico classificado como Monumento Nacional a partir de um decreto-lei de 16 de junho de 1910. Trata-se de um extenso povoado industrial dedicado à salga e produção molho de peixe, o qual era exportado para todo o Império Romano.

Os interessados em contribuir com depoimentos para o “Centro de Memórias das Ruínas Romanas de Tróia” podem inscrever-se ou solicitar mais informações através do endereço [email protected], do telefone 939 031 936 ou ainda na página de Facebook do projecto.