Por entre críticas duras ao presidente da autarquia, a coligação justifica ainda o sentido de voto aos orçamentos durante este mandato

A CDU considera que Nuno Canta exerce a presidência da Câmara Municipal do Montijo de forma “conflituosa e arrogante”, e acusa o autarca socialista de não olhar a meios “para se fazer de vítima, populista, eleitoralista”. Em comunicado, a coligação tece duras críticas ao presidente da autarquia, apelando à população para que “não se deixe enganar”, já que a Câmara “tem orçamento”, apesar de os documentos previsionais para 2017 terem sido chumbados.

“Que nenhum munícipe se deixe enganar, vai manter-se em vigor o orçamento de 2016 com os mesmos valores”, afirma a CDU, sublinhando que em sessão de câmara os vereadores da coligação reafirmaram total disponibilidade “para viabilizar todas as alterações orçamentais ao orçamento de 2016 para inscrição de fundos comunitários e outros de interesse do município e das freguesias”. A única e diferença, acrescenta a CDU, é que “a gestão em exercício corrente e o presidente terão de depender do diálogo com os vereadores da oposição” para aprovação das alterações orçamentais e de despesas significativas.

A coligação lembra ainda que deu “o benefício da dúvida no primeiro ano de mandato” à gestão PS, viabilizando o orçamento de 2014, justificando que votou contra os documentos previsionais dos três anos seguintes por verificar que “a qualidade de vida no concelho não melhorou”, pelo contrário “agravou-se”.

“Não há uma única obra estruturante neste mandato, nem qualquer proposta nesse sentido, o que se verifica é o deixar cair promessas e compromissos, não honrando a palavra dada, de que são exemplos entre outros: o projecto da Praça Gomes Freire de Andrade… e o arranjo do largo da Feira de Canha”, considera a CDU no documento, acusando Nuno Canta de não cumprir com o estatuto de direito da oposição e de desrespeitar a oposição. “Estamos perante um presidente conflituoso, arrogante, que não olha a meios para se fazer de vítima, populista, eleitoralista, faltando recorrentemente à verdade. É um autarca que não respeita os vereadores da oposição, a Assembleia Municipal e algumas juntas de freguesia”, conclui a coligação.