«Muitos duvidavam que pudessemos

estar em 6.º lugar nesta altura»

Ricardo Lopes Pereira

Com 10 jornadas realizadas na I Liga, o Vitória ocupa a 6.ª posição do campeonato com 14 pontos. O capitão Frederico Venâncio não esconde que a prestação da equipa vem contrariar os mais cépticos e, garante, os adversários já olham para os sadinos com mais respeito. O central, de 22 anos, revela a ambição de marcar presença nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.

Como se sente por ser o único totalista da equipa (alinhou os 90 minutos em cada uma das 10 jornadas realizadas)?

É claro que fico satisfeito por ser o único totalista da equipa. Esse facto dá-me mais confiança e motivação para continuar a trabalhar e ajudar a equipa e os meus colegas a conseguir bons resultados.

O Vitória soma 14 pontos em 10 jornadas e ocupa a 6.ª posição do campeonato. Como vê estes números?

Estamos a fazer um bom início de campeonato. No início da época, muitos duvidavam que pusessemos estar no 6.º lugar nesta altura. Acreditámos sempre no que o míster nos dizia e que era possível. Daqui para a frente, vamos procurar atingir o nosso objectivo o mais rápido possível. Depois disso, veremos o que acontece. Vamos dar sempre o nosso melhor para elevar o nome do clube para patamares superiores.

Em comparação com o início da época, sente que os adversários olham para a equipa de forma diferente?

Sim. Nos primeiros jogos a postura dos adversários era diferente e tem vindo a mudar. Viam-nos como uma equipa com muitos jogadores jovens e de 2.ª Liga e, por isso, não nos levavam muito a sério. As coisas têm vindo a mudar. Aconteceu agora com o FC Porto. A postura dos jogadores e o discurso do treinador após a partida comprovam-no. Nota-se que existe um maior respeito pela nossa equipa e isso é um bom sinal.

Forma com Rúben Semedo a dupla de centrais mais nova da Liga. As coisas têm corrido bem…

Entramos em cada jogo a pensar que vamos manter a nossa baliza a zeros. É algo que dá confiança à defesa e ao resto da equipa, que sente que pode atacar sem receio de nós não conseguirmos evitar golos. Temos essa mentalidade e ajudamo-nos sempre nos jogos e nos treinos, com todos os envolvidos: François, Cléber Prado e Miguel Lourenço. Trabalhamos no máximo e isso ajuda-nos.

Foi internacional em diferentes escalões. Sonha com o regresso à seleção?

Tenho o sonho e a ambição de representar a selecção A, mas o principal objectivo neste momento é ir aos Jogos Olímpicos (Rio de Janeiro, 2016). Sei que não depende de mim, mas vou fazer tudo ao meu alcance para o conseguir. A decisão compete ao seleccionador.

Se concretizar o objectivo, seguirá os passos do seu irmão Tiago Venâncio (nadador).

Sim, o meu irmão mostrava-me vídeos de quando esteve presente nos Jogos. Além do espectáculo, falava-me do espírito que se vive. Era algo a que gostava de assistir e participar. Seria também bom testemunhar o espectáculo de abertura e encerramento.

As boas prestações individuais e colectivas deixam-no mais perto desse sonho…

A equipa está a jogar bem e continuarei a fazer tudo o que estiver ao meu alcance. No entanto, a experiência e maturidade da concorrência é de respeito.

Iniciativa supera expectativas

1360 pessoas participam na Caminhada do Vitória

A primeira edição da Caminhada do Vitória, realizada no âmbito das celebrações do 105.º aniversário do clube, vai contar com a participação de 1360 pessoas. A iniciativa vai para a estrada no domingo, a partir das 9h30, sendo o tiro de partida dado junto da Gestão de Sócios no Estádio do Bonfim.

O presidente Fernando Oliveira, os jogadores Diego, Miguel Lázaro e Nuno Pinto e Carlos Ribeiro, treinador de guarda-redes da equipa principal, também vão fazer o percurso – existem dois alternativos (10,5 e 5,5 quilómetros) – que terá passagem pelo Palácio Salema (antiga sede do clube) e pelo espaço onde no passado estava localizado o Campo dos Arcos.

Jorge Ferreira, diretor do Vitória e um dos responsáveis pela Caminhada, confessou que a iniciativa, que tem como parceiro organizado a Talentos Team, é já um sucesso. “A aceitação e adesão está muito acima da nossas expectativas”, afirmou, admitindo que a mesma se poderá vir a repetir em 2016.