Planos de segurança e saúde já foram aprovados e obra vai durar 150 dias

A Câmara Municipal de Alcácer do Sal aprovou ontem, em reunião pública, os elementos que faltavam para o arranque da intervenção em várias azinhagas da periferia da cidade de Alcácer do Sal.

Os planos de segurança e saúde da empreitada foram aprovados, por unanimidade, e a obra, com um valor total de 122 mil euros, tem um prazo de execução de 150 dias. Os trabalhos devem arrancar em breve.

A empreitada foi adjudicada ao consórcio Scampia Engenharia Lda / Somove Construções Lda,

Mães queixam-se de transporte escolar em Arêz

A reunião de Câmara de Alcácer do Sal, ontem, ficou marcada pela presença de duas mães, representantes de outras de Arêz e Albergaria, que se dirigirem aos autarcas para pedir a alteração do sistema de transporte escolar que serve estas duas localidades rurais do concelho.

Segundo o relato feito pelas munícipes presentes, há pais descontentes com o funcionamento do serviço de transporte escolar este ano lectivo, prestado pela Rodoviária, porque o circuito escola-casa obriga as crianças a viajar quase uma hora.

“As crianças saem da escola [na cidade de Alcácer do Sal] às 16 horas e chegam a casa às 17 horas e, quando saírem às 17 horas vão chegar já próximo das 19”, disse Cátia Alexandra, uma das duas mães presentes, acrescentando que os alunos em causa ficam “cansados” e que a situação afecta também o tempo de vida familiar.

O presidente da Câmara, Vítor Proença, e o vereador com o pelouro da Educação, ambos da CDU, prometeram tentar resolver o problema.

“É uma questão que tem de ser resolvida”, afirmou o presidente da autarquia, que delegou no vereador Manuel Vítor de Jesus a tarefa de “encontrar soluções”. Vítor Proença avisou, no entanto, que “a solução pode não ser imediata”, uma vez que o concelho é “muito disperso” e o município adjudicou esse serviço, por concurso público, a uma empresa privada.

O vereador explicou que a Câmara Municipal garante o transporte a “todas as crianças do primeiro ciclo do ensino básico até ao 12.º ano” e que esse circuito de Arez e Albergaria foi adjudicado à Rodoviária “não por ser mais barato, mas porque a frota municipal já não tinha capacidade”.

Manuel Vítor de Jesus defendeu que o ano lectivo ainda agora arrancou, que as queixas são relativas ao primeiro dia de aulas, e acrescentou que “se há coisas que não estão a funcionar bem, temos que afinar” o sistema.

Por parte da oposição, a vereadora Isabel Vicente (PS) afirmou que “a Câmara tem recursos humanos, carrinhas e autocarros para fazer este transporte” e que foi um “compromisso” assumido pelo anterior executivo aquando do encerramento da escola do Arêz.

“Estamos solidárias com as mães e apelamos à Câmara para que rescinda [o contrato] com a rodoviária”, disse Isabel Vicente.