Autarquia lembra que a mobilidade é um direito das populações e que a oferta de transportes públicos tem sido lesiva em termos nacionais, regionais e concelhios

A Câmara Municipal do Seixal aprovou uma tomada de posição a favor do passe intermodal com todos os operadores de transportes e em toda a Área Metropolitana de Lisboa (AML). A tomada de posição foi aprovada em reunião do executivo camarário, liderado por Joaquim Santos, referindo que a mobilidade é um direito das populações.

“O passe social intermodal é uma medida de enorme alcance social e tem sido um elemento importante na promoção da mobilidade das populações, mas também na contenção dos preços dos transportes na AML. Contudo, o enfraquecimento da função do passe social intermodal e da oferta dos transportes públicos na AML tem sido lesiva da mobilidade das populações e dos interesses nacionais, regionais e concelhios”, pode ler-se no documento aprovado.

Joaquim Santos salientou que os custos para os utentes com os transportes públicos são “demasiado elevados e sofreram um agravamento brutal” nos últimos anos. “Os transportes são mais caros na AML do que em Berlim, apesar de os salários serem na Alemanha mais de o triplo. Acresce ainda o facto de a maior parte do território do concelho do Seixal, assim como cerca de 30% da população, não ser abrangida pelo passe social intermodal como este se constitui actualmente”, sustentou o presidente da autarquia.

No concelho do Seixal, o passe intermodal apenas serve a quem usa o serviço de transporte dos TST e Transtejo, uma vez que a utilização de outros meios de transporte, como a Fertagus ou o Metro Sul do Tejo, obriga a ter passes combinados.

“O aumento do número de utentes deve ser a verdadeira razão de qualquer política de transportes. É preciso pois garantir um aumento directo da oferta, mas também garantir que os utentes podem utilizar plenamente essa oferta, promovendo a mobilidade através do passe social intermodal e da unificação do sistema de bilhética”, concluiu.