O presidente da Câmara da Moita, Rui Garcia (PCP), afirmou que não tem nenhuma garantia que as obras no posto da GNR da Moita avancem durante o ano de 2017, apesar de referir que o governo confirmou que estava apontado como uma necessidade.

rui-garcia“Temos mantido contatos com a secretário de estado e ela disse-nos que estava apontada a necessidade mas que não podia ser garantir que seria em 2017. Estava também apontando que seria num terreno cedido pela Câmara em permuta pelo antigo quartel”, afirmou o autarca.

Numa recente deslocação ao Barreiro, para anunciar que a nova esquadra da PSP do Barreiro vai avançar, a secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, afirmou que estão previstas obras em 2017 para o posto da GNR do concelho vizinho da Moita.

“Também vai ter uma intervenção para o próximo ano e penso que já está programada. Não posso precisar porque não tenho aqui todos os dados”, referiu na ocasião.

Rui Garcia referiu que, apesar de ter visto as declarações da governante, não tem nenhuma garantia que as obras avancem.

“Não temos confirmação direta do ministério, apesar de termos ouvido que seria em 2017 e que ia ser no antigo edifício dos bombeiros. Esperamos que sim, que avance”, referiu.

Em 2009, o antigo Quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Moita foi adquirido pelo Ministério da Administração Interna, para a instalação do futuro posto da GNR.

Contudo, esta força de segurança permanece num edifício, cedido pela Câmara Municipal da Moita, sem qualquer tipo de contrapartida, que, segundo a autarquia, não reúne as condições necessárias para o funcionamento regular da GNR.

O presidente da Câmara Municipal da Moita, Rui Garcia, já manifestou ao Governo que a resolução do problema do posto da GNR é uma prioridade, disponibilizando-se para encontrar uma solução que pode passar pela permuta do antigo quartel dos Bombeiros por um terreno municipal, que se localiza no loteamento da “Mãe D’Água”, na Moita.