Não se registaram vítimas. Quase metade dos casos foi queda de árvores

O mau tempo, com vento forte e chuva, provocou ontem 62 ocorrências no distrito de Setúbal, informou a Protecção Civil, acrescentando que os casos registados afectaram a generalidade dos concelhos do distrito. Houve chamadas dos bombeiros um pouco por todos os 13 municípios, com excepção de Sines que foram os concelhos menos afectados, sem qualquer ocorrência registada até às 18 horas de ontem). Alcochete também esteve até 15 horas sem qualquer ocorrência, mas depois, ainda antes das 18 horas, os bombeiros foram chamadas devido à queda de uma árvore.

As quedas de árvores, quedas de estruturas e de placas de sinalização temporária foram as principais consequências do mau tempo.

Rui Costa, segundo comandante do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal, disse ao DIÁRIO DA REGIÃO que até às 15 horas de ontem tinham sido registadas 42 ocorrências, principalmente quedas de árvores.

“Até às 18 horas foram registadas no distrito de Setúbal, 29 quedas de árvore, 16 quedas de elementos de construção em estruturas edificadas, 11 quedas de estruturas temporárias ou móveis e 6 limpezas de via e sinalização de perigo, perfazendo um total de 62 ocorrências relativas à situação meteorológica adversa”, disse a referida fonte.

Alerta amarelo até hoje de manhã

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) anunciou ontem que vai manter o nível de alerta amarelo em Portugal até às 08:00 de hoje, segunda-feira, esperando-se um desagravamento do mau tempo a partir dessa hora.

“Em termos de previsão meteorológica, só a partir de segunda-feira é que temos algum desagravamento das várias variáveis, nomeadamente, do vento e da agitação marítima, o que quer dizer que o dia de hoje [ontem] ainda será um dia muito intenso, com muita actividade operacional e, sobretudo, a merecer por parte da população uma atenção redobrada”, afirmou José Manuel Moura, comandante operacional nacional da ANPC.

De acordo com este responsável, desde que foi determinado o estado de alerta amarelo, na passada sexta-feira, até às 13 horas de ontem, foram registadas em todo o país um total 1.669 ocorrências envolvendo mais de 5.500 operacionais.

O nível de alerta amarelo é o terceiro mais grave de quatro níveis da protecção civil e significa a previsão de ocorrência de fenómenos que, não sendo invulgares, podem representar um dano potencial para pessoas e bens.

A propósito da situação meteorológica em Portugal, o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, afirmou ontem em Milão que o Governo está “a acompanhar a situação das cheias em Portugal e dos problemas que isso causa também aos comerciantes”.