Os candidatos do Bloco de Esquerda (BE) pelo distrito de Setúbal estiveram reunidos com a direção do Centro de Formação Profissional de Setúbal, com o intuito de conhecerem melhor a oferta formativa do centro, a sua adequação às necessidades do mercado de trabalho no distrito e a taxa de integração profissional dos formandos. Em maio deste ano a taxa oficial de desemprego em Portugal estava situada nos 13,2 por cento.

Chamando a atenção para este valor, o Bloco de Esquerda aponta o dedo ao Governo, acusando-o de implementar mecanismos de ocupação dos desempregados em cursos ou ações de formação profissional, Contratos de Emprego e Inserção (CEI) ou ainda estágios profissionais. “É assim que a coligação Partido Social Democrata (PSD) / CDS escamoteia despudoradamente a real dimensão do desemprego em Portugal”.

Os candidatos bloquistas sublinham ainda a “precariedade” no trabalho que se vive em Portugal e apontam números: “nove em cada 10 postos de trabalho criados são precários e seis em cada nove são estágios financiados pelo Estado. Apenas três em cada 10 estagiários são integrados profissionalmente. Os estágios servem portanto para subsidiar empresas com dinheiro público. O Estado continua a ser o maior empregador de precários, diretamente responsável por cerca de 160 mil empregos precários. O Governo dá o exemplo”.

O distrito de Setúbal, realça o BE, é um dos mais afetados com o flagelo do desemprego. “O desemprego jovem, desempregados com mais de 55 anos e desempregados de longa duração compõem o tecido dos agregados familiares do distrito”. Na reunião com a direção do Centro de Formação Profissional, Joana Mortágua, candidata do Bloco de Esquerda por Setúbal, colocou algumas questões sobre a taxa de empregabilidade dos formandos do Centro de Formação Profissional de Setúbal, mas não obteve resposta. “Isto revela o desconforto que os números reais provocam”, afirma a dirigente do BE.