Na sequência da visita ao parque oficinal da EMEF do Barreiro, na passada quinta-feira, os candidatos do Bloco de Esquerda pelo círculo de Setúbal às próximas eleições legislativas reafirmam a posição de combate à privatização da EMEF e criticam a opção dos governos «desindustrialização do país que hoje tem efeitos neste parque oficinal onde houve um desinvestimento público, sendo que este parque possui inúmeras potencialidades e capacidades de criação de emprego e formação».

 

Para a cabeça-de-lista Joana Mortágua, a privatização das empresas de transporte, como por exemplo, a CP Carga, «não beneficiam as empresas públicas de reparação como é o caso da EMEF». Reforçando esta opinião, a candidata bloquista dá ainda o exemplo da Fertagus, parceria público-privada, que «em vez de arranjar as suas máquinas em Portugal nomeadamente na EMEF promovendo a criação de trabalho e desenvolvimento do sector, o que faz é arranjá-las em Espanha provocando um desinvestimento na globalidade da indústria em Portugal».

Nesta visita ao parque oficinal da EMEF do Barreiro, ao lado de Joana Mortágua estiveram os candidatos Sandra Cunha, Luís Cordeiro, Ricardo Caçoila e Vitália Ribeiro.

Bloquistas exigem o reforço do número de profissionais nos Centros de Saúde

Durante a passada semana, a saúde foi uma área prioritária para os candidatos do Bloco de Esquerda, pelo círculo eleitoral de Setúbal, que reuniram com a administração da Unidade de Saúde Familiar de Quinta do Conde, constatando a falta de profissionais ao serviço desta população. «Na freguesia que maior crescimento demográfico registou nos últimos anos existem 11 mil pessoas sem médico de família. A USF projectada para funcionar com 10 médicos, 10 enfermeiros e 6 administrativos clínicos conta com cerca de metade dos profissionais», salienta Joana Mortágua.
Para além do centro de saúde de Quinta do Conde, o Bloco de Esquerda reuniu também com a direção do Centro de Saúde de Corroios, verificando que os problemas que afetam as duas unidades de saúde «se assemelham».

«A situação da falta de profissionais, que foram reduzidos para mais de metade, afeta o normal funcionamento de tal forma que para tentar colmatar esta falha, o Centro de Saúde tem médicos em regime outsourcing com contrato de horas, o que em nada vem contribuir para a melhoria das condições do serviço prestado à população, devido a estes apenas fazerem consultas de “doença aguda” – as intituladas “urgências”, ficando para trás os grupos vulneráveis, nomeadamente as consultas de saúde materna, saúde infantil e planeamento familiar».

O «flagelo do excesso de pessoas», acrescenta o Bloco, é outra «grande preocupação», adiantando que «dos 31.408 inscritos neste Centro de Saúde (Corroios), 20.516 não têm médico de família, sendo absolutamente clara a situação dramática que esta unidade de cuidados de saúde primários apresenta».

Além da falta de profissionais e do excesso de utentes, a cabeça de lista do BE, Joana Mortágua apontou ainda outro problema que se prende a «deficiente estrutura física» deste equipamento, reafirmando a revindicação do BE pela construção de um novo Centro de Saúde.