José Ornelas acusa Estado de má-fé e de não ser “pessoa de bem”

  
O Bispo de Setúbal contestou, este Verão, a cobrança de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) às paróquias e centros sociais da Igreja. Em declarações feitas à Rádio Renascença (RR), neste mês de Agosto, D. José Ornelas, acusa o Estado de não ser “pessoa de bem”.

O prelado afirmou que não está em causa apenas a legalidade da medida, mas a própria altura em que é conhecida – durante as férias do Verão.

Para o religioso trata-se de um ataque aos mais necessitados.

O Bispo em entrevista mostra a sua indignação. “O envio de notas de cobrança de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) às paróquias representa um ataque às instituições da Igreja que fazem o que o Estado não faz na ajuda aos mais necessitados”, disse em entrevista à RR

José Ornelas argumenta que a Igreja actua onde o Estado falha.  “Estas obras, os nossos centros sociais, já vivem à tona de água. Subsistem graças à ajuda e ao voluntariado de tanta gente, e actuam em defesa e benefício daquelas pessoas que menos capacidade têm de serem auto-suficientes. Isto devia ser obrigação do Estado, mas o Estado não tem tido capacidade de o fazer, e nós fazemo-lo. E agora taxa-nos?”, concluí o Bispo de Setúbal