Pedro Barros, treinador do Barreirense, analisa o momento da equipa

Na terceira eliminatória da Taça de Portugal vão estar três equipas do distrito de Setúbal: o FC Barreirense que já ultrapassou duas rondas; o CD Cova da Piedade que entrou na do passado fim-de-semana e também seguiu em frente, e o Vitória de Setúbal que, a exemplo de todas as equipas da I Liga, entra em cena apenas na próxima eliminatória.

Sobre a campanha que a equipa do Barreiro vem conseguindo na chamada ‘competição do povo’, o Diário da Região falou com o treinador da equipa, Pedro Duarte, não só para falar sobre a euforia que as vitórias até agora somadas geraram na Verderena, como também pelas repercussões que podem vir a ter no que concerne à presença no campeonato.

DR – Pedro Duarte, dois jogos difíceis, duas vitórias arrancadas a ferro, como sói dizer-se. Tal deveu-se a um bom estado físico em que a equipa se encontra nesta fase da época?

PD – Tal como disse, e muito bem, dois jogos duros saldados com outras tantas vitórias, sobre adversários fortes e com qualidade, como mostraram ser, realmente, o Operário dos Açores (do nosso campeonato) e o Valadares Gaia, que irá disputar o Campeonato Distrital da AF Porto, e nós sabemos  como são as mais apetrechadas equipas das Associações mais fortes do País. Estamos de facto bem e a nossa forma de trabalhar e postura vão continuar a ser as mesmas, ou seja, trabalhar no limite do dia a dia para que ao domingo possamos ter força e discernimento para efectuar bons jogos e ganhar.

DR – Já foi ultrapassada uma equipa do Campeonato de Portugal e outra do sector distrital. Tem alguma preferência para a terceira eliminatória, na qual já vão marcar presença as equipas da I Liga?

PD – O nosso objectivo passa por fazermos o melhor possível, independentemente do adversário que o sorteio nos vier a ditar. Vamos desfrutar deste bom momento que estamos a atravessar na Taça e continuar a defender as cores desta camisola com dignidade e sacrifício. Pensamos sempre que cada jogo é uma final e, com essa vontade, tudo é possível. Venha quem vier vai ter de contar com a nossa determinação. Mas, obviamente, gostaríamos de voltar a jogar em casa, já que é aqui que sentimos mais o calor dos nossos adeptos.

DR – Estas vitórias dão alento para o campeonato que, à priori, se apresenta mais complicado que a Taça?

PD – Sim, claro que dão alento e confiança. No campeonato ainda não sabemos o que é ganhar, mas certamente que a trabalhar da forma como o vimos fazendo e com estes jogadores que são inexcedíveis na forma como se entregam, os triunfos irão aparecer com naturalidade. Não existem jogos fáceis, seja no campeonato ou na Taça. Temos de trabalhar sempre no limite para conseguirmos os nossos objectivos.

Ângelo Gomes