Promover intervenções pró-ativas que conduzam à igualdade entre mulheres e homens é o objetivo do protocolo de cooperação assinado pelo presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, e pela presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, Fátima Duarte. “O combate pela igualdade e equidade entre homens e mulheres já tem séculos”, referiu Carlos Humberto após a assinatura do documento.

CM do Barreiro_protocolo

Segundo o presidente alguns dados estatísticos internos, atuais, do município refletem que o sexo feminino encontra-se em maioria. “Entre os trabalhadores, 42 por cento são mulheres, 67 por cento dos quadros dirigentes são ocupados por mulheres e no executivo municipal 44 por cento são mulheres”.

Ressalvou, ainda, os eixos estratégicos da intervenção do município nas questões do emprego, da educação e formação, saúde e estilos de vida saudável, da solidariedade e coesão social. A atual situação económica e social do país, a subida da taxa de desemprego, a falta de abonos de família, a ausência de apoio à maternidade são, para Carlos Humberto, “questões centrais que necessitam de ser alteradas”.

Chamou a atenção para o resultado de um estudo que revela que, “daqui a 30 anos, Portugal vai ter sete milhões de habitantes, perdendo mais de um terço da população. Temos de pensar nas consequências. Dar condições para os casais terem sustentabilidade é uma questão global. Só com medidas globais resolveremos os problemas e não com medidas isoladas”.

Fátima Duarte felicitou o município do Barreiro pelo trabalho que tem sido desenvolvido na promoção da igualdade entre mulheres e homens. Referindo-se a dados estatísticos recentes, ressalvou que “a desigualdade baseada no sexo persiste no país, registando-se diferença salarial entre homens e mulheres”, ganhando estas menos que os homens.

Ao nível da violência doméstica, nas cerca de 27 mil ocorrências registadas em 2013, de acordo com o relatório de segurança interna, “81 por cento das vítimas eram mulheres e 86 por cento dos denunciados eram homens”. Uma realidade que só pode ser alterada, segundo Fátima Duarte, através de instrumentos pró-ativos de mudança, havendo “uma relação direta entre políticas ativas de igualdade e os mais elevados índices de desenvolvimento humano”.