Os presidente das Câmaras Municipais do Barreiro e Moita defenderem a necessidade de se aproveitar as potencialidades do Tejo para o desenvolvimento dos concelhos e da região, referindo que é preciso “voltar as cidades para o rio”.
Carlos Humberto, presidente da Câmara do Barreiro, afirmou durante o IV Fórum de Desenvolvimento Local, que teve como tema principal “O Rio – Um Mar de Oportunidades” e que decorreu na Baixa da Banheira, a necessidade de se apostar no rio.
“O Tejo é um dos elementos que pode marcar o desenvolvimento dos concelhos e de toda a região e existem vários projetos que apontam nesse sentido. Temos feito o esforço de voltar as cidades para o rio, pois estiveram de costas voltadas”, afirmou.
O autarca do Barreiro defendeu que o desenvolvimento vai estar centrado no rio Tejo e, no caso do Barreiro, também no rio Coina, referindo que os municípios têm trabalhado na despoluição e também no tratamento das águas, bem como na requalificação das frentes ribeirinhas.
Já Rui Garcia, presidente da Câmara da Moita, também considerou o Tejo um elemento “indispensável” para um desenvolvimento de base local.
“Só existe desenvolvimento se existir um desenvolvimento a nível local. As grandes empresas, e temos algumas na região como a Autoeuropa, fazem falta, mas compramos muita coisa lá fora que podíamos produzir. Temos que aproveitar os nossos recursos e o Tejo é um deles”, frisou.
Ao longo do dia, temas como o novo terminal de contentores do Barreiro, as potencialidades ao nível do turismo ou a criação de atividade económicas tradicionais no estuário do Tejo estiveram em discussão.
Carlos Humberto, a terminar, abordou a questão da apanha de bivalves no rio tejo como um problema que é necessário resolver.
“A apanha de amêijoas no rio Tejo é um problema que tem de ser resolvido. Sabemos que dá sustentabilidade a centenas de famílias nas também tem riscos para as pessoas que as consomem e para o rio. Não podemos fingir que o problema não existe, tem que se encontrar soluções”, concluiu.