Documento “contra aumento brutal da área de estacionamento pago” foi aprovado também pelo BE, que integra o executivo da Junta. Só CDU votou contra

A Assembleia da União de Freguesias de Setúbal, que integra as freguesias de Anunciada, S. Julião, e Sta. Maria da Graça, está contra o aumento do número de lugares de estacionamento tarifado na cidade, proposto pela Câmara Municipal de Setúbal.

“A Assembleia de Freguesia expressa a sua veemente discordância com o conteúdo da proposta aprovada na sessão da Câmara Municipal de Setúbal, no passado dia 6 de Abril, sobre o ‘Concurso público para a concessão da gestão, exploração, manutenção e fiscalização de lugares de estacionamento pago na via pública, na cidade de Setúbal’.”, diz a moção proposta pela coligação PSD/CDS-PP e aprovada também pelos votos de PS e BE (que integra o executivo de freguesia).

O documento, que mereceu reprovação apenas por parte dos eleitos da CDU, acrescenta que  “a decisão de passar a cobrar estacionamento em zonas residenciais, comerciais e de lazer da cidade, até agora isentas dessa obrigação, traduz-se na criação de mais um encargo aos setubalenses e a quem nos visita, totalmente injustificado”.

A oposição, que está em maioria na Assembleia de Freguesia, afirma que “um utilizador frequente do estacionamento nessas zonas, facilmente, poderá ter que pagar entre 200 a 400 euros por ano” e que o dístico para residentes vai ter “um custo até 60 euros”.

O PSD Setúbal refere, em comunicado, que a moção, “que agora representa a posição oficial da União de Freguesias, replica o conteúdo do abaixo-assinado promovido pelo PSD Setúbal, que à data já ultrapassou as 2500 assinaturas de residentes, comerciantes e trabalhadores”.

A concelhia laranja conclui que “a posição da União de Freguesias, sustentada na legitimidade democrática da sua assembleia de freguesia, e o número de cidadãos que subscreveram o abaixo-assinado promovido pelo PSD Setúbal demonstra que a cidade está contra esta proposta da Câmara Municipal de Setúbal”, pelo que “a humildade e a honestidade democrática de quem, circunstancialmente, tem maioria na Câmara e Assembleia Municipal, deve levar à revogação imediata desta proposta”.