Depois do Cante Alentejano, agora é a Arte Chocalheira a estar na calha para vir a ostentar um título atribuído pela Unesco: o de Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente. A apreciação e votação final do dossier – pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura – decorrem já esta semana, entre hoje e 4 de Dezembro, na Namíbia, durante a 10.ª reunião do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial.

A expectativa é grande entre a comitiva da região portuguesa que partiu rumo ao referido país africano. “A Arte Chocalheira está a um passo de conquistar o título de Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente, depois da comissão internacional de especialistas da Unesco ter já considerado o processo de candidatura exemplar”, revelou a Entidade Regional de Turismo do Alentejo/Ribatejo, presidida por António Ceia da Silva.

A confirmar-se a atribuição do título de Património da Humanidade à Arte Chocalheira, o Alentejo conquista, pelo segundo ano consecutivo, mais um selo da Unesco para a região. A Turismo do Alentejo/Ribatejo recorda que “esta manifestação cultural tem no território alentejano a maior expressão a nível nacional, uma vez que abrange três municípios, ou seja Estremoz, Reguengos de Monsaraz e Viana do Alentejo, mais concretamente a freguesia de Alcáçovas”.

O processo de candidatura do fabrico de chocalhos é liderado pela Turismo do Alentejo/Ribatejo, em parceria com a Câmara Municipal de Viana do Alentejo e a Junta de Freguesia de Alcáçovas.

“Paralelamente ao projecto de reconhecimento pela Unesco, as referidas instituições estão a desenvolver um plano de salvaguarda que possa garantir a sustentabilidade e transmissão de uma arte iniciada há mais de dois mil anos no Alentejo”, conclui a Turismo do Alentejo/Ribatejo.