Pela quinta vez em seis jornadas realizadas em Setúbal no campeonato, o Vitória não foi além de um empate, 2-2, desta vez diante do União da Madeira. O congolês Arnold, autor de dois golos, o último dos quais ao minuto 90, foi a figura de um encontro em que os sadinos, depois de estarem a ganhar por um 1-0, permitiram que os insulares assumissem a frente do marcador com dois golos apontados nos primeiros minutos do segundo tempo.

Depois de respeitarem um minuto de silêncio em memória das vítimas dos atentados terroristas em Paris do passado dia 13 de Novembro, os 3597 espectadores presentes no estádio não precisaram de esperar muito tempo para festejar. Depois de avisos de Suk (2 minutos), William Alves (perdida incrível aos 7) e Vasco Costa (pontapé na atmosfera aos 8), Arnold fez o 1-0 aos 14 minutos.

Apesar da eficácia do avançado, grande parte do mérito no lance que origina o golo pertence a Vasco Costa. O jogador, que se estreou a titular na Liga (tinha actuado apenas 8 minutos na 5.ª jornada com o V. Guimarães), não desistiu do lance e conseguiu ganhar a bola a um adversário. Depois de rematar de forma frouxa, a bola sobrou para Arnold que só teve de empurrar para o fundo da baliza.

O golo animou as hostes sadinas – entre os adeptos encontrava-se o avançado camaronês Meyong, jogador que poderá regressar em breve ao Bonfim – que quase voltaram a gritar golo no mimuto seguinte quando André Claro rematou forte e obrigou André Moreira a defender com dificuldade. O primeiro lance dos madeirenses junto da área vitoriana aconteceu aos 27 minutos, momento em que Danilo Dias cruzou na esquerda e Cadiz cabeceou ao lado da baliza de Ricardo.

Até ao intervalo o União conseguiu equilibrar as operações em termos territoriais, mas as jogadas de perigo surgiram quase sempre junto da baliza forasteira. Aos 37, Ruca cobrou um livre no flanco direito, levando André Moreira a sacodir com dificuldade. Aos 42 minutos, já depois de Vasco Costa ter saído lesionado na perna direita, foi a vez de Suk ficar perto do segundo golo (remate forte cruzado saiu ao lado do poste esquerdo).

No segundo tempo, os comandados de Luís Norton de Matos entraram a todo o gás. A defesa sadina, pelo contrário, entrou a dormir e os unionistas aproveitaram para operar a reviravolta no marcador entre os minutos 49 e 52. O empate foi obtido por Danilo Dias, que aproveitou a apatida dos vitorianos para marcar, enquanto o 1-2 resultou de um lance rápido protagonizado e finalizado por Amilton.

Os golos enerevaram os adeptos, que não conseguiam esconder a sua insatisfação pelo forma como permitiram os golos, facto que intranquilizou ainda mais os jogadores dentro do campo. Com a equipa completamente partida, desorganizada, sem fio de jogo e sem acertar nas transições, o Vitória sentia dificuldade em chegar à baliza do União. Ainda assim, aos 60 minutos, Arnold tentou a sua sorte, mas André Moreira travar o remate.

Com o objectivo de mudar o rumo dos acontecimentos, o treinador Quim Machado lançou em campo André Horta (rendeu Dani) e Hassan (Suk saiu com uma contusão muscular na coxa esquerda). Aos 78 minutos, os sadinos reclamaram grande penalidade sobre Hassan, mas o árbitro Manuel Oliveira não atendeu que assim fosse.

Numa altura em que o União só já se preocupava e queimar tempo para segurar a vantagem no marcador – Norton de Matos fez todas as alterações entre os 81 e 89 minutos – e a esperança dos adeptos sadinos em evitar a derrota era pouca, Arnold provocou a segunda explosão de alegria no Bonfim. Após cruzamento de uca na esquerda e desvio subtil de Hassan a bola sobrou para o congolês que surgiu rápido e oportuno a encostar para o 2-2 final. Depois do Boavista, Rio Ave e V. Guimarães, os sadinos empataram pela quarta ocasião a duas bolas no Bonfim.