Golos de Thiago Santana e André Claro valem triunfo do Vitória em Castelo Branco

No dia em que o Vitória celebrou o 106.º aniversário, a equipa principal de futebol deu como presente aos adeptos sadinos o apuramento para os oitavos-de-final da Taça de Portugal. O triunfo, por 2-0, alcançado ontem à tarde no reduto do Benfica e Castelo Branco mantém aceso o sonho de chegar no final da época à 11.ª final da competição.

Na partida em que os verdes e brancos tiveram ao seu lado uma significativa falange de apoio, o brasileiro Thiago Santana e o português André Claro, ambos na primeira parte, foram os autores dos golos que permitiram ao Vitória ganhar no terreno do emblema que milita no Campeonato de Portugal.

Os albicastrenses até entraram bem no jogo e, nos primeiros 10 minutos, encostaram os setubalenses à sua zona defensiva. O primeiro remate com perigo aconteceu aos 17 minutos, momento em Adul rematou para defesa atenta de Pedro Trigueira, que regressou à titularidade por troca com Bruno Varela.

Com um terreno extremamente pesado, devido à chuva que caiu ao longo de toda a tarde na cidade de Castelo Branco, os jogadores de ambas equipas lutaram muito no meio campo pela posse da bola. Mais pragmáticos e fisicamente fortes, os comandados de José Couceiro adaptaram-se melhor às más condições do terreno e foram controlando as investidas, inconsequentes, da equipa da casa.

O primeiro golo do encontro, aos 25 minutos, surgiu na sequência de uma jogada rápida de contra-ataque através do avançado Thiago Santana, que se estreou a marcar com a camisola vitoriana. Apenas dois minutos volvidos, aos 27, Patas Moreno fez uma falta dentro da área do Benfica de Castelo Branco e, na transformação do respectivo castigo máximo, André Claro aumentou a vantagem do conjunto sadino.

Na segunda parte, o Vitória entrou ao ataque, decidido a resolver, definitivamente, a partida nos primeiros minutos. No entanto, com um terreno de jogo cada vez mais pesado, quase impraticável, os encarnados da Beira Baixa iam sustendo as incursões dos homens que viajaram da cidade do Sado.

O jogo entrou então numa fase feia, com muita luta no meio campo pela posse da bola. Nos 10 minutos finais, a equipa de Castelo Branco ainda tentou chegar ao golo, criando algumas oportunidades. Porém, a defesa sadina, sempre muito consistente e consciente do estado em que se encontrava o relvado, não se coibiu de jogar prático e ir afastando o perigo da baliza defendida por Pedro Trigueira.

«Houve um nível de agressividade excessivo»

José Couceiro

“O Vitória sabia que ia ter um jogo difícil, tínhamos receio que o relvado se agravasse. 0-2 é um resultado muito perigoso, uma bola parada ou um lance qualquer fazer o 1-2 e nós iríamos ter muito mais dificuldades. Acho que ganhámos de forma justa, num jogo que nestas condições não podia correr melhor. Se o relvado estivesse assim o jogo todo era uma lotaria, em que uma bola parada podia resolver o jogo. Estou satisfeito porque vencemos o jogo. Acho que houve um nível de agressividade excessivo, sem necessidade nenhuma. As condições do terreno também não ajudavam, o jogo não podia ter corrido de outra forma. Tenho muito respeito pelo Benfica Castelo Branco, até por questões familiares. Não gosto que todos nós sejamos tratados da forma que estávamos a ser tratados, só isso. Eu percebo, ainda hoje equipas da Primeira Liga foram derrotadas, é normal que isto aconteça. Estes jogos têm características muito próprias, mas há um ponto em que é o limite para todos. Mas já passou. Sabemos que estes jogos são difíceis e quando as condições climatéricas deixam o terreno naquelas condições, evidentemente, que as condições ficam muito difíceis para uma equipa como a nossa, que joga muito mais apoiada.  Foi possível fazer uma análise ao Benfica e Castelo Branco com alguma facilidade, porque são uma equipa organizada. Tem bons executantes e este jogo com uma equipa da Primeira Liga ia ser sempre uma montra.”

Ricardo Lopes Pereira