As bandeiras, de Portugal e do PS, e os autocolantes começaram a ser distribuídos pelas pessoas que se juntavam no parque Catarina Eufémia, no Barreiro, sinal que a chegada de António Costa, secretário-geral do partido, estaria para breve.

Entretanto chegou a banda, que começou a ensaiar alguns acordes para a arruada que estava prestes a começar. António Costa chegou ao local cerca de 45 minutos depois do previsto e foi ‘engolido’ pelos seus apoiantes.

As centenas de pessoas presentes pretendiam transmitir palavras de apoio a António Costa que, com alguma dificuldade, foi distribuindo beijinhos e cumprimentos, ouvindo várias palavras de apoio.

Os metros que percorreu dentro do parque foram complicados, com muito apertos, mas Costa, acompanhado pelos candidatos do PS a deputados pelo distrito, entre eles a cabeça-de-lista Ana Catarina Mendes, seguia convicto. Depois o secretário-geral socialista seguiu pela rua principal, cumprimentando as pessoas que o aguardavam e também alguns comerciantes.

Uma mulher já idosa, que aguardava por António Costa, pediu ao líder socialista para “correr com eles do Governo”. Costa foi pronto na resposta: “Acaba já no domingo”.

A arruada decorreu até à sede de campanha do PS, localizada perto da Câmara do Barreiro. Antes de subir ao carro para cumprimentar e se despedir dos apoiantes, António Costa ainda deixou breves palavras sobre o terminal de contentores no Barreiro.

“Vamos aguardar a conclusão dos estudos, para depois tomar uma decisão”, disse, antes de entrar no carro.

Antes de se deslocar ao Barreiro, António Costa esteve em Setúbal, num almoço- comício que decorreu no Largo da Fonte Nova.

Na sua intervenção, o secretário-geral do PS afirmou que os partidos da esquerda devem atacar a maioria PSD/CDS-PP e Pedro Passos Coelho e Paulo Portas e não devem desperdiçar “energia” enfrentando o PS.

“Estamos sozinhos contra a direita toda unida, a disputar palmo a palmo a vitória nestas eleições. O mínimo que se pede a essas outras forças políticas é que, ao menos, concentrem a sua energia, o seu discurso, o seu ataque, na direita, e não desperdicem energia a atacar o PS”, advogou Costa.

A intervenção do líder do PS nesta matéria – sem nunca mencionar diretamente o nome de qualquer partido – mereceu prolongados aplausos da plateia.

“Não desperdiçamos a nossa energia neste combate nem a atacar nem a responder a outros ataques que nos são dirigidos por outras forças políticas”, prosseguiu ainda o secretário-geral do PS.

Depois do dia das eleições, os partidos mais à esquerda “podem voltar, como gostam, para as manifestações, a dizer ‘Costa para a rua’, o que já sabemos que vai acontecer no dia a seguir às Eleições”, declarou o socialista.

No imediato, contudo, “o que está em causa é Passos Coelho e Portas irem para a rua e haver um novo Governo”, disse António Costa, acrescentando: “Esse governo só pode ser do PS”.