Escola-modelo do concelho de Palmela, onde estudam 1800 alunos, recebeu mostra nacional do que de melhor se faz de ciência e inovação nas escolas portuguesas até ao 12.º ano. António Costa visitou demoradamente as dezenas de expositores, acompanhado do ministro da Educação e vários secretários de Estado

O primeiro-ministro, António Costa, elogiou ontem, no Pinhal Novo, o trabalho desenvolvido nas escolas portuguesas, no âmbito do projeto Ciência na Escola, promovido pela Fundação Ilídio Pinho, em parceria com o Estado português.

“Nós só vamos a algum lado se houver mais conhecimento e para haver mais conhecimento são essenciais duas coisas: cultura e ciência. E se juntarmos à cultura e à ciência com uma terceira, a educação, é o que permite difundir esse conhecimento acessível a todos os cidadãos”, disse António Costa.

O primeiro-ministro, acompanhado pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e vários secretários de Estado, falava durante a cerimónia de entrega de prémios aos projetos desenvolvidos por cerca de uma centena de escolas de todo o país, do pré-escolar ao ensino secundário, que decorreu na Escola Secundária do Pinhal Novo, no concelho de Palmela, distrito de Setúbal.

“Com o conhecimento acessível a todos os cidadãos, nós pudemos vir a ter um país mais desenvolvido, porque um país só se desenvolve hoje se puder inovar, se puder fazer coisas novas, coisas que gerem maior valor, porque só produzindo maior valor nós temos mais empresas, mais postos de trabalho, mais riqueza distribuída por todos”, reforçou António Costa.

“E esta é, em síntese, a visão e o projeto que temos para o país: desenvolver o país com base na cultura, ciência e educação. É disso que o país precisa”, acrescentou.

Para o primeiro-ministro, o trabalho de promoção do empreendedorismo que está a ser desenvolvido nas escolas portuguesas pelos professores dos diversos graus de ensino será a base para a criação de novas empresas portuguesas, como as que foram selecionadas para participar na `Web Summit 2016´.

“Hoje é um dia de sorte e um dia muito feliz para mim, porque passei aqui esta manhã e vou estar à tarde, com o secretário de Estado da Indústria na apresentação do maior evento mundial de empreendedorismo, de novas empresas com base em inovação, que nos próximos cinco anos se vai realizar em Portugal: a `Web Summit 2016´”, considerou.

“E hoje [ontem] vamos conhecer as 66 empresas portuguesas, formadas por jovens de todo o país, que foram selecionadas para estar no `Web Summit 2016´, as 66 empresas que nos vão representar no maior evento mundial em matéria de inovação”, disse António Costa.

Para o primeiro-ministro, as empresas portuguesas na `Web Summit 2016´ são “a continuação natural” do trabalho desenvolvido pelas escolas portuguesas.

“O trabalho que aqui se está a fazer com as crianças do pré-escolar, do primeiro ciclo, do segundo e terceiro ciclos, do secundário, um dia será um trabalho que, certamente, dará lugar a novas empresas, a novos produtos, nova inovação e novas empresas que, daqui a 20 anos estão na `Web Summit´”, concluiu António Costa.

A Web Summit é uma conferência global de tecnologia que decorrerá este ano em Lisboa (e nos dois anos seguintes, com possibilidade de mais dois anos), onde são aguardados mais de 50.000 participantes, de mais de 150 países, incluindo mais de 20.000 empresas, 7.000 presidentes executivos, 700 investidores e 2.000 jornalistas internacionais.

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Álvaro Amaro lembra que falta pavilhão para Secundária de Palmela

O presidente da Câmara Municipal de Palmela aproveitou a presença, em peso, dos membros do Governo com responsabilidades na Educação para lembrar que a Escola Secundária de Palmela iniciou mais um ano lectivo sem pavilhão desportivo e que o município aguarda resposta do Ministério da Educação a propostas concretas que apresentou para a construção desse equipamento.

“Aproveitei para falar com a senhora secretária de Estado, que me respondeu que temos de conversar, de dar continuidade ao processo”, disse Álvaro Amaro ao DIÁRIO DA REGIÃO.

O autarca expressou também a sua satisfação pela escolha da Secundária do Pinhal Novo para a realização deste evento nacional. “É um reconhecimento de que esta escola tem condições de excelência e espero que seja também um factor de motivação para que as escolas deem mais espaço a professores e alunos para desenvolverem estes projectos”, afirmou.

Professor de profissão, Álvaro Amaro integra, desde 1987, o quadro de docentes colocados na Escola Secundária de Pinhal Novo.