Partido identificou dez câmaras difíceis mas nenhuma é do distrito de Setúbal. Eurídice Pereira garante, no entanto, que a ‘geringonça’ não é autárquica e que o PS quer crescer na região

 

As deputadas eleitas por Setúbal Ana Catarina Mendes ( ) e Eurídice Pereira ( ) integram a comissão técnica eleitoral para acompanhar o processo eleitoral autárquico do próximo ano, recentemente criada pelo PS.

Os nomes das socialistas de Setúbal – Ana Catarina Mendes é ex-presidente da Federação Distrital e actual secretária-geral adjunta e Eurídice Pereira é coordenadora dos deputados do PS eleitos pelo distrito – estão entre os 13 membros da comissão que integra personalidades de todo o país.

Este grupo já identificou as dez câmaras municipais que considera mais problemáticas e a que o partido vai dedicar especial atenção nas próximas autárquicas. Esses dez municípios são Barcelos, Coimbra, Góis, Golegã, Matosinhos, Marinha Grande, Nelas, Torres Novas, Vila do Bispo e Vizela.

Curiosamente nenhuma das câmaras da lista problemática é do distrito de Setúbal, onde o PS detém apenas duas autarquias – Montijo, com maioria relativa, e Sines, conquistada nas últimas autárquicas ao independente Manuel Coelho – e onde perdeu dois municípios nas eleições de 2013 (Grândola e Alcácer do Sal) para a CDU.

O DIÁRIO DA REGIÃO perguntou a Eurídice Pereira se há câmaras municipais difíceis para o PS no distrito de Setúbal, e quais são.

A deputada responde que “já sob a actual liderança, nas últimas legislativas, o PS foi o partido mais votado em todos os concelhos do distrito”.

“Por aqui a direita nunca foi vitoriosa e não é desta que vai ser. Face aos resultados que referi estou convicta que o PS vai reforçar de modo expressivo a sua posição.

A campanha eleitoral obviamente que vai ser salutarmente desenvolvida entre o PS e a CDU e é óbvio que nos bateremos para além de manter o que temos, crescer quer no Litoral Alentejano, quer na Península de Setúbal, e nesta equação estão todos os concelhos.”, afirma Eurídice Pereira.

A responsável socialista sublinha que a ‘geringonça’ não tem natureza autárquica.

“O facto do Governo do PS ser apoiado por três partidos que no hemiciclo se sentam à esquerda do PS não tem reprodução nas autárquicas, melhor, não foi pensado para ser reproduzido nas autárquicas. Aliás, declarações nesse sentido foram proferidas por esses partidos.”

“Quanto ao país julgo importante recordar que o PS foi, nas últimas eleições, o partido mais votado e que conquistou mais autarquias sendo por efeito disso líder na ANMP.

Estamos convictos que a situação a nível nacional não sofrerá alteração e o PSD não terá melhor resultado.”, conclui Eurídice Pereira.