Falta de funcionários na reprografia e nos pavilhões, turmas sobrelotadas, deficiente qualidade da alimentação servida nos refeitórios são alguns dos problemas que os estudantes querem ver resolvidos pela tutela

Os alunos da Escola Secundária Sebastião da Gama (ESSG), em Setúbal, vão voltar a sair à rua em acção de protesto por melhores condições para o estabelecimento de ensino. Os estudantes vão realizar uma concentração à porta da escola, na próxima sexta-feira, 14, exigindo ao Governo a Escola Pública, Gratuita, Democrática e de Qualidade a que têm direito.

Esta foi a decisão resultante de uma reunião geral de alunos da Secundária Sebastião da Gama, que teve lugar na passada sexta-feira com a participação de mais de 300 estudantes. “Nesta reunião foram discutidos, além da convocação do processo eleitoral para os órgãos sociais da Associação de Estudantes, inúmeros problemas sentidos diariamente pelos estudantes da ESSG, todos fruto da falta de investimento na Escola Pública”, revelou Simão Calixto, membro da direcção da Associação de Estudantes da ESSG.

O responsável enumerou ainda vários dos problemas com que os estudantes daquela escola se debatem diariamente e que estão na génese da convocação da acção de protesto. “Falta de funcionários nos serviços administrativos na reprografia, obrigando estes a ter um horário reduzido; falta de funcionários nos pavilhões; falta de material escolar na papelaria da escola; turmas sobrelotadas; salas de aula em que os projectores não funcionam por falta de lâmpadas; casas de banho em más condições físicas e higiénicas; aumento dos preços no bar dos alunos; e falta de qualidade e quantidade nas refeições servidas no refeitório escolar”, são problemas que os alunos querem ver solucionados, lamentou o membro da Associação de Estudantes da ESSG, em nota de Imprensa enviada ao DIÁRIO DA REGIÃO. Além destes, os estudantes apontam ainda a “falta de ar condicionado nas salas de aula”, bem como a “falta de cacifos”.