Tomada de posição foi aprovada pelo executivo camarário, apenas com a abstenção do CDS-PP

O município de Alcochete exige a reversão da privatização da Empresa Geral do Fomento (EGF) e que “seja retomada a maioria do capital público na AMARSUL”. A posição da Câmara Municipal, presidida por Luís Franco (CDU), foi aprovada na reunião do executivo, realizada na última quarta-feira, 16, com os votos favoráveis da CDU (cinco) e PS (um) e a abstenção do CDS-PP.

“Exigimos que a situação da empresa AMARSUL seja revertida no que diz respeito aos 51% do capital que está agora nas mãos de privados”, afirmou o vereador Jorge Giro (CDU), que tem a representação institucional do município de Alcochete na empresa que é responsável pela gestão dos resíduos sólidos urbanos na península de Setúbal.

De acordo com o autarca “está neste momento à frente da AMARSUL uma empresa que só visa o lucro e que tudo resolve com o aumento das tarifas”. Situação que, segundo Jorge Giro, faz com que o município seja obrigado a repercutir esses aumentos na factura da água dos munícipes.

A Câmara Municipal manifesta-se ainda “contra a deliberação tomada pelo accionista maioritário da AMARSUL de distribuição pelos accionistas dos dividendos acumulados, que deviam ser utilizados para financiar os investimentos necessários à prossecução do serviço público”.

Na tomada de posição, o executivo camarário de Alcochete repudia igualmente “o brutal aumento da tarifa e da taxa inerentes à deposição e tratamento dos resíduos sólidos urbanos que está a ser preparado pela EGF”.