O presidente da câmara de Alcácer do Sal pediu ao Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-alimentar, Nuno Vieira e Brito, que o Governo tome medidas para combater a praga que afeta a produção de pinhão. “Hoje, a praga chega a atingir 40 por cento das pinhas”, alertou Vítor Proença, referindo-se ao inseto leptogossus occidentalis, que “está a infestar o pinheiro manso em todo o mundo e entrou em Portugal há cerca de seis anos”, estando a causar a “redução do rendimento da pinha”. Os rendimentos “estão a diminuir brutalmente”, disse o autarca alentejano, após reunir com o governante.

Em Alcácer do Sal, concelho do país líder na produção de pinhão, já se sentem “os resultados negativos” da proliferação deste inseto, que, explicou o autarca, “suga os nutrientes do pinhão e tem uma grande capacidade reprodutiva”. Após ter reunido com cerca de 60 produtores florestais, industriais e investigadores, o presidente da câmara de Alcácer do Sal solicitou ao Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-alimentar uma audiência para o sensibilizar para a necessidade de tomar medidas.

“Fui hoje [quarta-feira] acompanhado por técnicos, produtores e industriais para expor a situação ao secretário de Estado, que já tinha conhecimento e que assumiu o compromisso de tomar medidas a curto prazo para combater a praga”, relatou Vítor Proença. Segundo os dados da União da Floresta Mediterrânica (UNAC), em 2013, havia mais de 175 mil hectares de pinheiro manso em Portugal, que representavam cerca de seis por cento da floresta nacional, com destaque para o Alentejo, que produz 67 por cento das pinhas nacionais e 15 por cento das pinhas mundiais. A capacidade produtiva da pinha é estimada num valor económico que se situa entre os 50 e 70 milhões de euros por ano.