O governante rejeitou comentar as recentes declarações de David Neeleman, accionista da TAP, e nem sequer abordou o tema com o presidente da Câmara

António Costa, acompanhado pelo ministro do Planeamento e das Infra-estruutras, Pedro Marques, estiveram nesta última sexta-feira no Montijo para falar sobre investimento, mas o novo aeroporto complementar à Portela foi tema tabu. À saída do Cinema Teatro Joaquim d’ Almeida, após a participação na iniciativa “Compete 2020 – Programa Operacional Competitividade e Internacionalização”, os dois governantes recusaram-se a comentar o processo “Portela + 1” e a possibilidade de localização na Base Aérea n.º 6 (BA6).

O primeiro-ministro não prestou quaisquer declarações aos jornalistas e perante a insistência do DIÁRIO DA REGIÃO para que comentasse as recentes declarações de David Neeleman – accionista da TAP, que defendeu a implantação de voos de baixo custo na BA6 antes de um prazo máximo de três anos –, apenas se limitou a reforçar: “Já disse que não falo. Não vou falar.”

Viagem à China com carne de porco “na bagagem”

Costa, de resto, nem sequer abordou a questão com o presidente da Câmara Municipal do Montijo, conforme apurou o DIÁRIO DA REGIÃO junto do autarca. “Aeroporto? Não. António Costa confidenciou-se apenas que irá para a China, a Macau e Pequim, em missão diplomática, e que irá fazer força para que a carne de porco possa entrar nesse mercado, o que para nós é uma grande notícia, particularmente para o sector empresarial da transformação de carnes e para a produção de suínos que, como se sabe, é um dos grandes sustentáculos económicos para o nosso concelho”, revelou Nuno Canta, desconhecendo se a comitiva do primeiro-ministro será integrada por empresários da região.

Voltando à possibilidade de o Montijo poder mesmo vir a ser o destino implementação do aeroporto complementar à Portela, o presidente da autarquia voltou a manifestar-se confiante e avançou uma perspectiva de prazo para que a decisão venha a ser anunciada. “A solução ‘Portela + 1’ está a ser estudada em profundidade. Assim que os estudos estiverem concluídos, haverá uma decisão. Em princípio, a decisão que os estudos apontam é o Montijo. Contamos que neste ano ainda ou, o mais tardar, no próximo ano haja uma decisão”, concluiu.