É o oficial da PSP, oriundo do primeiro curso da Escola Superior de Polícia, com mais tempo de comando operacional em Portugal – já lá vão mais de 20 anos de comando efectivo. O Superintendente António Manuel Viola Silva está de regresso a uma casa que conhece bem, depois de ter sido nomeado, por despacho ministerial, como Comandante Distrital de Setúbal da PSP, iniciando funções apenas no passado dia 26.

Em grande entrevista ao DIÁRIO DA REGIÃO, a publicar na edição da próxima segunda-feira, o novo responsável pelo Comando Distrital da PSP sublinha que “está de regresso às origens”. “Para mim, é um momento especial. Este é o quinto Comando Distrital na minha carreira e é especial porque é um regresso a casa. Vou trabalhar com pessoas que comandei há 20 anos. Foi aqui a minha origem”, explicou, ao mesmo tempo que foi respondendo, sem rodeios e de forma frontal, a todas as questões colocadas.

Sem esquecer “a grande envergadura” do Comando de Setúbal – “Somos o terceiro maior Comando do País, em termos de efectivos e criminalmente também, logo atrás de Lisboa e Porto” –, desmontou mitos, apontou objectivos e acedeu a comentar um dos investimentos estratégicos que a região espera acolher nos próximos anos. A vinda do aeroporto complementar à Portela para a Base aérea n.º 6, em Montijo, implicará um reforço de meios. “Estive na implantação do Plano de Segurança do aeroporto de Beja, já tenho essa experiência. Se essa situação se confirmar, estou convicto de que a polícia reforçará o seu efectivo, tal como aconteceu em Beja”, admitiu.

Sobre a melhor forma de um Comando poder funcionar bem, o Superintendente Viola Silva é peremptório: “Quero o meu pessoal motivado e tratado com toda justiça, respeito e consideração. Gente satisfeita e estável, produz sempre muito mais. Um Comando Distrital tem a obrigação de criar condições para que, minimamente, as pessoas se sintam estáveis, num bom ambiente de trabalho. Criando boas condições internas, sei que a nossa prestação lá fora será sempre melhor.”