Nuno Canta assina nesta edição um artigo de opinião a dar conta do investimento realizado pela Câmara Municipal do Montijo na última década no sector da água e saneamento.

O presidente da autarquia, que começa por lembrar aos montijenses que os SMAS do Montijo “têm garantido aos montijenses o abastecimento público de água e o saneamento das águas residuais com elevados padrões de qualidade”, afirma que “foi graças ao empenho e dinamismo dos eleitos locais que se tornou possível diminuir, nos últimos anos, os enormes atrasos com que o Montijo se debatia em matéria de infra-estruturas básicas”.

Como exemplos, aponta, na questão da água potável, “a remodelação das condutas principais de abastecimento na cidade e nas freguesias, a construção do reservatório elevado do Corte das Cheias, do reservatório elevado da Caneira, do reservatório elevado de Canha, do reservatório elevado das Taipadas, do reservatório elevado das Faias, do reservatório elevado dos Afonsos, do reservatório elevado de Pegões”. No saneamento de águas residuais, em baixa, responsabilidade dos serviços municipalizados, enumera as “melhorias significativas, em particular nos órgãos separativos dos esgotos unitários, dos quais fazem parte as caixas separativas e a bacia de retenção construídas na frente ribeirinha da cidade”.

Investimento de 26 milhões

Nuno Canta realça também as estações de tratamento construídas. “Antes de 2007, não existia qualquer tratamento de esgotos no concelho, com a excepção da bacia do Seixalinho que, desde a conclusão das lagoas de estabilização, executava apenas um tratamento secundário. A esse respeito, é importante recordar que a conclusão das Lagoas de tratamento do Seixalinho foi um processo desenvolvido por concurso público, que resolveu um problema criado pela incompetência da gestão CDU quando adiantou pagamentos e aceitou, na altura, a falência do empreiteiro”, acusa. E acentua que foi “há dez anos que se iniciou, no território montijense, uma das suas mais históricas obras públicas”.

“A celebração do contrato de recolha de efluentes com a SIMARSUL, S.A., originou um significativo conjunto de investimentos no sistema de saneamento de águas residuais em alta, construindo as infra-estruturas fundamentais para um concelho moderno, desenvolvido e justo. Estamos a falar das obras realizadas para construir o sistema de saneamento em alta, das condutas interceptoras, das Estações Elevatórias (EE) e as Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) que representam um esforço de investimento que ronda os 26 milhões de euros pagos exemplarmente pelo município do Montijo, mas que aguarda a conclusão de todas as obras previstas pela empresa Águas de Lisboa e Vale do Tejo, S.A.”, conclui.