A iniciativa ‘Reserva o Sábado’ foi dedicada a uma plantação florestal com o objectivo de dar destaque à floresta autóctone sem esquecer os fatores que a ameaçam. Neste sentido, as quase três dezenas de participantes de várias idades plantaram 120 medronheiros e 80 murtas numa parcela de terreno adequado ao seu crescimento, numa acção da Câmara Municipal que contou com a colaboração do Grupo Flamingo.
A actividade teve início no CEA – Centro de Educação Ambiental, com uma apresentação sobre a temática à qual se seguiu a plantação de espécies autóctones. Os percursos percorridos pelos participantes durante a acção foram aproveitados para interpretar a flora existente na Mata da Machada ao mesmo tempo que eram veiculadas informações sobre o Projecto Life Biodiscoveries.
Neste caso, e de forma prática, também foi explicado como se procede ao descasque de acácias e à remoção de chorão, duas espécies invasoras que ameaçam o equilíbrio desta floresta.
Esta plantação na Mata Nacional da Machada decorreu, refira-se, na melhor altura do ano para o efeito, porque curiosamente naquele que é considerado o Dia da Floresta (21 de Março e que foi criado na Europa de Norte) não é a data mais propícia para a plantação de árvores no nosso território. Em Novembro, dia 23, e apenas na Península Ibérica, é assinalado o Dia da Floresta Autóctone.
A floresta autóctone portuguesa é formada por plantas originárias do nosso país de entre as quais os carvalhos, medronheiros, zimbros, castanheiros, urzes e estevas.
Como está melhor adaptada às condições do solo e do clima, torna-se mais resistentes a pragas, e a longos períodos de seca ou de chuva intensa, bem como aos fogos, ajudando a manter a fertilidade do espaço rural, o equilíbrio biológico das paisagens e a diversidade dos recursos genéticos. São importantes lugares de refúgio e reprodução para um grande número de espécies animais autóctones, algumas delas também em vias de extinção.