“O Atlantic Park tem características que o tornam único em Setúbal”

O Atlantic Park tem características que o tornam único em Setúbal”

“O facto de ser em rigor o único retail park da cidade permite ter um tipo de lojistas e de público especiais que se encontram associados a esse tipo de características”. Além disso, “o acesso rápido ao espaço, a facilidade de estacionamento e o horário muito interessante” fazem com que o Atlantic Park esteja “ perfeitamente implementado em Setúbal neste momento”. Quem o defende é Ricardo Cotrim, diretor do espaço gerido pela Klepierre, antiga Ségécé, que embora admita que a crise se faz “inevitavelmente” sentir, “em linha com a generalidade do comércio português”, garante que o retail park tem “vindo a registar nos últimos meses um acréscimo claro ao nível do número de visitantes”. Parte da explicação encontra nas parcerias que tem procurado fazer com “entidades locais” e com o trabalho que tem sido desenvolvido na “componente de cidadania” que é “uma das metas e um dos campos” em que vão “continuar a trabalhar”.

“Setúbal na Rede” – Que balanço se pode fazer da atividade do Atlantic Park em Setúbal?

 

Ricardo Cotrim – O Atlantic Park tem características que o tornam único em Setúbal, nomeadamente o facto de ser em rigor o único retail park da cidade. Este título permite-nos ter um tipo de lojistas e de público especiais que se encontram associados a esse mesmo tipo de características. Para além disso, as pessoas podem beneficiar de um parque de estacionamento amplo e gratuito, fator muito importante para esta altura e muito valorizado pelos nossos visitantes.

SR – Os resultados do Atlantic Park correspondem às expectativas iniciais?

 

RC – Penso que estejam em linha com o mercado. Já tivemos algumas renovações e alguns lojistas que cessaram atividade, mas também tivemos novos lojistas que se instalaram no retail park. É o caso da Sports Direct, a única loja desta marca na zona sul de Portugal, que chegou a Setúbal em 2011 e que tem mostrado muito bons resultados. Portanto, as instalações setubalenses continuam a ser um espaço procurado por um tipo específico de lojistas, direcionados para o conceito de retail park e para este género de formato comercial. Os espaços que temos dentro destas características e que têm funcionado muito bem são lojas como a Rádio Popular, o De Borla ou o Calçado Guimarães.

SR – A afluência do público tem sido boa?

 

RC – Sim, tem sido boa. Para além da nossa oferta de lojas, reabrimos o restaurante no primeiro andar do retail park. É um espaço com 600 metros quadrados que está a ser dirigido por um operador asiático que junta no mesmo sítio a cozinha portuguesa e a cozinha asiática. É uma ideia que tem funcionado muito bem e que tem vindo a subir nas expectativas. Estamos muito satisfeitos com os resultados.

SR – Sendo o restaurante um complemento interessante para o retail park, porque esteve este espaço fechado?

 

RC – Quando iniciámos a gestão do Atlantic Park já encontrámos o anterior lojista num processo de saída e de encerramento da sua atividade. Portanto, conseguimos resolver essa falta e encontrámos um operador para o espaço. O Atlântico Restaurante é um espaço de buffet que se recomenda e que tem mostrado resultados muito bons.

SR – As lojas instaladas na cave do Atlantic Park têm vindo a revelar uma grande rotatividade. É difícil desenvolver uma atividade comercial naquele espaço?

 

RC – As lojas presentes na cave têm sido de mais difícil comercialização, mas temos vindo a trabalhar nesse sentido e hoje temos uma série de projetos interessantes e complementares para essa área do Atlantic Park. São ideias que ainda se encontram em segredo mas que esperamos a curto prazo revelar e trazer novidades. Acreditamos que estes projetos são essencialmente atividades que, por não termos ainda no retail park, poderão correr bem e solucionar parte desse problema a médio prazo.

SR – Os centros comerciais são cada vez mais espaços de convívio e de lazer, não tendo apenas uma função de mero comércio. O Atlantic Park apresenta também essa preocupação?

 

RC – O retail park é essencialmente um destino de compra e continua hoje a manter essa função. No entanto, nós temos vindo a desenvolver uma componente de marketing muito interessante, com o excelente apoio por parte do proprietário do Atlantic Park.

Para 2013 estão previstas três ações de marketing, que serão repartidas ao longo do ano, e que pretendem tornar o Atlantic Park de Setúbal um destino tanto de comércio como de lazer. Procurámos cumprir esse objetivo com planos anteriores, como foi o caso da abertura do restaurante, a organização de pequenas diversões ou a divulgação de feiras de artesanato e de livros no nosso espaço. Portanto, nós procuramos ao máximo complementar a atividade dos lojistas, âncoras do retail park, com atividades que permitam aumentar o tráfego de visitantes.

SR – Que tipo de ações de marketing são essas que o Atlantic Park pretende desenvolver?

 

RC – Neste momento estamos a definir quais os projetos de marketing que serão realizados em 2013. Para além das atividades correntes de Natal, pretendemos realizar um evento comemorativo do aniversário do Atlantic Park de Setúbal, entre outras atividades festivas entre os meses de março e de abril.

Desta forma, a nossa equipa está em fase de planeamento e de estruturação do programa de atividade para este ano, sendo que contamos realizá-las no exterior do retail park para garantir o envolvimento da comunidade.

SR – De que forma sente a recetividade do público e o reconhecimento do Atlantic Park na região?

 

RC – Penso que o Atlantic Park está muito bem implementado. Estamos na zona comercial de Setúbal, junto a marcas como o Lidl, o Modelo e a Media Markt. A baixa de Setúbal tem vindo a perder progressivamente a sua importância por vários motivos, registando perdas tanto a nível de tráfego, como de lojas. Portanto, este é claramente o polo comercial da cidade e acredito que estamos bem posicionados.

O Atlantic Park é um retail que a grande maioria dos setubalenses conhece e que se afirma pelas lojas únicas que tem. Por esse motivo, diria que este retail park está perfeitamente implementado em Setúbal neste momento.

SR – Que argumentos tem o Atlantic Park para atrair consumidores?

 

RC – As suas lojas únicas em Setúbal, o acesso rápido ao espaço, a facilidade de estacionamento e o horário muito interessante. Funcionamos das dez da manhã às dez horas da noite e apresentamos um sítio fácil de chegar e de comprar, com marcas que são do conhecimento do grande público.

Neste momento, são estes os grandes argumentos do Atlantic Park. Também a atratividade das marcas e do retail potenciam-nos para outro tipo de operadores, como é o caso de atividades complementares na área da estética, da diversão e da moda. Portanto, temos uma série de complementaridades no retail park que podemos procurar, sendo que hoje acabamos por atingir o máximo do nosso mix, que tentamos que seja o mais abrangente possível.

SR – Tendo em conta esse conceito de complementaridade, o Atlantic Park reúne a capacidade de satisfazer muitas necessidades no mesmo sítio?

 

RC – Acredito que as necessidades mais evidentes para os consumidores estão lá. Neste momento temos uma loja de desporto, uma de calçado, duas lojas de artigos para a casa, um espaço de restauração e uma loja de artigos eletrónicos e de eletrodomésticos. Por isso, temos hoje as grandes famílias de produtos representadas e acabamos por cobrir a necessidade da maioria das pessoas.

SR – O Atlantic Park tem em vista a exploração de serviços associados?

 

RC – Sim, claramente. Essa é uma das coisas que pretendemos fazer. Atualmente temos um quiosque e estamos a ponderar a comercialização de outras áreas relacionadas com os serviços, como é o caso de espaços de reparações. Por isso, pretendemos tornar o nosso espaço o mais abrangente possível, mas mantendo sempre um conceito associado à definição de retail, como um destino de compras, de acessibilidade e de preço adequados.

SR – De que forma a crise se faz sentir neste espaço?

 

RC – Tal como em qualquer plataforma comercial, a crise faz-se sentir inevitavelmente, mas diria que estamos em linha com a generalidade do comércio português. Em contrapartida, temos vindo a registar nos últimos meses um acréscimo claro ao nível do número de visitantes. Algo que é positivo e que se pode demonstrar através dos nossos indicadores. Naturalmente, estamos a passar uma fase menos boa, tanto em Setúbal como em outros espaços, mas acreditamos que o Atlantic Park vai se manter, sobreviver e fortalecer.

SR – Como é que a Ségécé surge na gestão do Atlantic Park?

RC – A Ségécé é especializada na gestão de espaços comerciais. O assumir da gestão do Atlantic Park resulta da nossa atividade e do trabalho que temos desenvolvido em termos de divulgação e de angariação. Neste momento gerimos vários ativos de várias atividades existentes, tanto em termos de ativos próprios como em termos de terceiros. O Atlantic Park de Setúbal enquadra-se na gestão de terceiros que já assumimos há uma série de anos.

SR – Sente que esta gestão mudou alguma coisa na imagem do Atlantic Park?

 

RC – Foi sobretudo um trabalho de continuidade que tinha de ser ultimado e melhorado. O relacionamento e o funcionamento com os lojistas corre bem e temos vindo cada vez mais a procurar fazer parcerias com entidades locais. Até ao momento desenvolvemos projetos com a câmara municipal e com entidades e comerciantes locais com o intuito de potenciar essas mesmas relações e parcerias que são muito importantes para nós.

Um bom exemplo de atividade conjunta foi o concurso de grafittis realizado no interior do Atlantic Park que resultou de uma parceria com o Gabinete da Juventude da Câmara Municipal de Setúbal. Portanto, temos vindo a promover e a alargar a nossa rede de contactos para que possamos melhorar e dar o cunho próprio da empresa onde se justifica claramente.

Mas, como referi, este é um trabalho de continuidade. O consumidor muda as suas necessidades ao longo dos tempos e nós temos o dever de antecipar essas mudanças e ir ao seu encontro. Penso que talvez os processos de comunicação que realizamos agora são diferentes das estratégias desenvolvidas em 2005 ou 2010. Naturalmente houve uma evolução e nós tivemos a sensibilidade de procurarmos e irmos ao encontro das necessidades das pessoas.

SR – Existe também preocupação com a componente cidadã da empresa?

 

RC – Sim, com as ações que desenvolvemos tentamos sempre ter como base a cidadania. Muitas vezes não é um objetivo fácil de cumprir mas temos tido a sensibilização para essa necessidade. Por esse mesmo motivo, temos algumas atividades em vista que serão desenvolvidas em semelhança aos anos anteriores. A feira de artesanato realizada em 2012 foi um exemplo desta preocupação que teve como objetivo a divulgação do comércio local. Assim, num momento em que a componente de cidadania é essencial, nós vamos fazer dela uma das nossas metas e um dos campos em que continuaremos a trabalhar.