Desde que o Governo lançou o programa “Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020”, que têm vindo a crescer e a desenvolver-se movimentos e apostas na mais vasta e rica fonte natural que o nosso país dispõe: o Atlântico.

Apesar dos esforços, a nossa população continua a apresentar alguma iliteracia náutica, resultado de uma falta de procura e promoção relacional entre a comunidade, tecnologia e o progresso, e a relação com os recursos naturais, história e tradição.

Mas afinal o que é a Literacia Náutica?

Não querendo extrapolar e tomar a palavra ou conceito como estático, podemos caracterizar a Literacia Náutica como “uma relação sistemática e recíproca entre, a nossa compreensão sobre influência que os oceanos e o meio náutico sobre nós, e a relação e influência que exercemos sobre esse mesmo meio”.

É necessário compreendermos os princípios essenciais, conceitos fundamentais e universais sobre os oceanos, a relação e intercomunicação entre os seus intervenientes, dotando-nos assim, de informação suficiente capaz de influenciar a nossa tomada de decisão e responsabilidade nas ações perante os seus recursos.

O conceito, a ideia, a perspetiva e avaliação dos recursos marítimos, subaquáticos e náuticos está feita, avaliada e apresentada. Resta saber se os seus intervenientes: a comunidade em geral, os organismos regulamentares, governamentais, empresariais e económicos, estão decididamente preocupados com um modelo de sustentabilidade económica e cultural a longo prazo, que dotem o país de ferramentas fundamentais para uma independência a todos os níveis.

Não digo com isto que não devemos manter as nossas relações institucionais e internacionais com grupos empresariais e outros países, quer ao nível de matérias-primas ou produtos resultado, refiro-me apenas a uma “independência saudável”, que nos permita rentabilizar os nossos recursos naturais, seja ao nível do setor primário, do turismo, das energias alternativas e até do nosso know-how ancestral!

Como desencadeamos este processo? A base da pirâmide é o ponto de sustento da sua altura, independentemente do seu grau de inclinação, quanto mais forte e estável ela for, mais alto e mais forte será o nosso topo.

Boas leituras e boas ondas!

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Ivo Quendera

Licenciado em Desporto

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