No seguimento do artigo anterior, e uma vez que os meses de verão e de época balnear “adoçam” o gosto e a oportunidade para a prática e experiência de modalidades náuticas, sejam elas em contexto de praia, rio ou outros, a segurança e prevenção é hoje um dos temas mais abordados e importantes.

É certo que as “notícias jornalísticas” e as redes sociais trazem ao nosso conhecimento situações, temas e assuntos de novidade, mas por vezes repletos de imprecisão técnica, linguagem duvidosa e até falácias. Títulos despesistas e sensacionalistas podem promover equívocos ou até rumores de casos e situações que verdadeiramente não ocorreram ou simplesmente aconteceram por mero acaso.

Acidentes acontecem, e cabe a cada praticante e responsável pela prática desportiva, preparar, controlar e atuar em cada caso, de acordo com as necessidades e plano de segurança traçado. Nas modalidades náuticas, e apesar do risco inerente ao meio de prática (aquático e natureza), a prevenção e análise de situações são sempre uma preocupação prioritária por parte de treinadores, técnicos, dirigentes e até atletas, sendo certo que a percentagem de acidentes documentada nestas modalidades é insignificante comparada com algumas modalidades coletivas praticadas indoor.

As federações desportivas, por imposição do Instituto Português do Desporto e Juventude, requalificaram as matérias lecionadas nos cursos de formação, com intuito de expandir esse know-how à restante base da pirâmide de formação, e aos técnicos e colaboradores envolvidos nas atividades diárias de clubes, associações, escolas e cooperativas.

Mesmo assim, falta intercâmbio. Falta cooperativismo entre modalidades. Falta uma relação mais estreita e direta com as instituições responsáveis pela segurança e prevenção a nível nacional: Marinha, ISN, Bombeiros, Proteção Civil, entre outros.

Em certos aspetos, locais e organizações, já são visíveis as conexões existentes entre entidades, e às quais devemos copiar e melhorar perante outras situações. Como? É necessário existir um organismo único, que congregue todas estas entidades e que reúna periodicamente para discussão de leis, protocolos, cooperações, parcerias, e acima de tudo otimização e implementação de um Plano Nacional estandardizado para estas modalidades, quer em atividades de prática regular quer em eventos únicos.

Não temos que inventar nada, apenas colaborar e apresentar as boas práticas já em curso!

The following two tabs change content below.

Ivo Quendera

Licenciado em Desporto

Últimos textos de Ivo Quendera (ver todos)