Num país que face aos sacrifícios suportados pelos portugueses nos últimos anos, e onde não existiu rigor nas contas públicas, porque não existem entidades que cumpram o seu papel, são muitos os exemplos de obras levadas a efeito cuja viabilidade e rentabilidade são claramente duvidosas.

   

Como em tantos outros lugares do país, em Sines, uma terra com rica história, foi construído um elevador panorâmico que tem sido alvo de vandalismo e cuja utilidade se questiona, mas certamente alguém ganhou com a construção do mesmo, mas não a população.

   

Neste país não faltam exemplos de obras inúteis nas quais foram aplicadas avultadas verbas, sem que fosse analisado o custo e o benefício, e em que essas mesmas verbas distribuídas e aplicadas de forma mais criteriosa, talvez servissem melhor os cidadãos.
   

Numa altura em que é importante o rigor nas contas públicas, faz sentido a existência de um tribunal de contas, quando no terreno, é verificada por técnicos, a necessidade de determinadas obras, e à semelhança do que acontece com obras como o elevador de Sines, além de não servir a população, está acessível à prática de atos de vandalismo.Fotografia de capa por nmorao

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Américo Lourenço

Vigilante no Porto de Sines
Nascido em Lisboa a 29-06-1963, viveu a sua infância e adolescencia em S. Domingos de Benfica. Foi tripulante voluntário de um navio e na Expo 98, e outros acontecimentos. Vive em Sines desde 1992 onde colabora na área da segurança na estrutura portuária daquela cidade. Concluiu o 12º ano, e adquiriu o gosto pela leitura e pela escrita, e interessa-se pelas questões sociais, pelo debate de ideias, continuando a alimentar o sonho de um país melhor.

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