Escolho para título uma terminologia em voga na política nacional, com as maiores forças políticas a marcar efusivamente o momento pós férias, para o país perceber que as férias acabaram e que os líderes políticos voltaram para a discussão e resolução dos problemas nacionais. Este ano, esta rentrée adquiriu especial importância devido ao período eleitoral, com o governo a esforçar-se por apresentar resultados, com a divulgação de dados económicos favoráveis e a oposição a tentar demonstrar que os indicadores não são corretos e que os sinais de recuperação económica são globais e que não têm correspondência com qualquer política económica do governo.

Para este setor, talvez o mais penalizado por esta crise económica que varreu o país, os últimos dados de crescimento com a saída da recessão técnica depois de treze anos em quebra são sinais evidentes de esperança, que esperamos vir a confirmar nos próximos meses enquanto crescimento sustentado da atividade, que possibilite uma efetiva recuperação deste setor.

No meio da discussão das políticas de esquerda e de direita, os empresários do setor da construção vão trabalhando num mercado em aparente crescimento, assente principalmente no esforço da própria classe e no investimento privado, aos quais será imperativo adicionar o esforço político para dinamizar esta indústria, com medidas efetivas de apoio à reabilitação e regeneração urbana, com especial incidência na vertente de incentivos ao financiamento, com o necessário aproveitamento do programa Portugal 2020.

Para a história fica o crescimento dos dados relativos ao licenciamento municipal, ao aumento da produção nas obras públicas, ao consumo de cimento e principalmente ao emprego onde destacamos a criação de 26.311 postos de trabalhos no último ano, num total de 39,7% do total nacional e que é fortemente demonstrativo da capacidade desta indústria em contribuir para a recuperação da economia nacional.

Um último parágrafo para as próximas eleições legislativas e para o debate dos programas políticos. Para quando um espaço de debate centralizado nos problemas do tecido empresarial e nos problemas de crescimento das nossas empresas independentemente da sua dimensão e setor de atividade, como forma de aumento de competitividade num mercado cada vez mais concorrencial.

Os empresários portugueses merecem saber qual o caminho proposto.

The following two tabs change content below.

Alfredo Lopes

Diretor Executivo Regional AECOPS

Últimos textos de Alfredo Lopes (ver todos)