Este é um ano especial: faz 30 anos que a bandeira portuguesa foi içada em Bruxelas.

Portugal e Espanha integraram a UE a 1 de Janeiro de 1986. A atual União Europeia era conhecida como Comunidade Económica Europeia e com a adesão de Portugal e Espanha passou a contar com 12 países.

É indesmentível que esse facto foi extremamente importante no nosso percurso. O sonho que nos fez aderir é mais válido e necessário do que nunca: paz duradoura, mais prosperidade, um espaço de livre circulação, uma cidadania europeia com base nos valores da solidariedade, da democracia e da sustentabilidade.

Trinta anos mais tarde, podemos afirmar honestamente que a adesão de Portugal à UE tem sido um enorme sucesso.

No entanto, 2015 ficará na memória nem sempre pelas melhores razões. A União Europeia deparou-se com um número de desafios sem precedentes. Pode-se até afirmar que a Europa passou grande parte do ano em modo de gestão de crises com a sua força e coesão a serem constantemente testadas.

Os últimos anos foram muito difíceis, muito duros para muitos portugueses, uma vez que o país passou e saiu de um programa de resgate com custos sociais e económicos muito elevados. Mesmo assim, Portugal e os seus cidadãos não viraram as costas à Europa. Portugal compreendeu que somos mais fortes juntos. Mas precisamos de uma outra Europa. Uma Europa melhor.

Mas 2015 foi também um ano de passos importantes nas mais diversas áreas com um impacto profundo e a longo prazo no nosso bem-estar como cidadãos europeus. Podemos aqui incluir o acordo global e vinculativo sobre mudanças climáticas que saiu da COP21 em Paris, o arranque do Plano Juncker de estímulo ao investimento e passos concretos para quatro processos fundamentais de integração europeia: a União de Energia, a União dos Mercados de Capitais, o Mercado Único Digital e a União Económica e Monetária.

O que nos demonstram as crises é a confirmação de que a União faz a força já que as melhores respostas a qualquer uma destas crises são dadas em conjunto, apesar de claras divergências. Portanto, a certeza com que ficamos é que um futuro melhor é apenas possível com mais e melhor Europa.

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