Na primeira sessão plenária do Parlamento Europeu (PE) em 2015, que se realiza entre 12 e 15 de janeiro, são vários os temas que marcarão a agenda. Entre eles, destaque para um novo regulamento que possibilitará que os Estados-Membros limitem ou proíbam o cultivo de Organismos Geneticamente Modificados (OGM) no seu território.

   

Este poder de decisão acontece mesmo que o cultivo de determinado OGM tenha sido permitido a nível europeu. Isso significa que Portugal poderá proibir ou restringir o cultivo de determinados produtos geneticamente modificados, mesmo que tenham sido autorizados pela União Europeia.

   

O novo ano marca também a mudança de Presidência do Conselho da União Europeia, que passa das mãos da Itália para a Lituânia, pelo que também haverá lugar para um balanço da presidência italiana, cujas prioridades eram o crescimento e o emprego, a criação de um espaço para a segurança e liberdade, total cumprimento dos direitos do cidadão e a fomentação de um papel mais importante da Europa no Mundo.

   

A nova liderança do Conselho estará a cargo da Primeira-Ministra da Letónia, Laimdota Straujuma, que assumirá as diretrizes a partir de 14 de janeiro. O programa de atividades da presidência letã assenta em três prioridades: tornar a competitividade da União Europeia (UE) uma chave para o crescimento económico e para a criação de mais emprego; aproveitar em pleno o potencial digital da economia europeia; reforçar o papel da UE no mundo.

   

Entre os “dossiers” que serão votados, destaque para o programa de trabalho da Comissão Europeia para 2015, do qual fazem parte 23 novas iniciativas propostas pela instituição liderada pelo luxemburguês Jean-Claude Juncker. O programa centra-se em medidas relacionadas com o emprego, o crescimento e o investimento.

   

A liberdade de expressão na Turquia será outro dos temas alvo do escrutínio dos 751 eurodeputados. O tema foi levantado devido às recentes detenções de jornalistas e de responsáveis de meios de comunicação social, bem como à pressão recorrente que é aplicada sobre os média.

   

“Ida” é o vencedor do Prémio LUX 2014

 
   

Na última sessão plenária de 2014, foi anunciado o vencedor do Prémio LUX 2014, entregue pelo Presidente do PE, Martin Schulz, ao filme polaco-dinamarquês “Ida”, realizado por Paweł Pawlikowski.

   

Os filmes europeus “permitem-nos aprender sobre a nossa história partilhada e sobre as histórias dos nossos vizinhos. Dão-nos perspetivas sobre a vida noutros países e ajudam-nos a conhecermo-nos melhor a nós próprios e aos nossos vizinhos. As histórias contadas através do cinema europeu facilitam a compreensão mútua e fortalecem o sentimento de pertença, ultrapassando as barreiras nacionais”, afirmou Martin Schulz na cerimónia de entrega do prémio.

   

“Ida” passa-se na Polónia comunista, em 1962, e retrata a vida de Anna, que está prestes a celebrar os votos religiosos, mas que, entretanto, descobre o seu passado e os muitos segredos que ele contém.

   

Os outros filmes finalistas eram a produção eslovena “O Inimigo da Classe”, de Rok Biček, e a obra francesa “Raparigas”, de Céline Sciamma.

   

O Prémio LUX foi criado em 2007 e é atribuído todos os anos pelo PE com o objetivo de promover os filmes produzidos na Europa que contribuem para incrementar a identidade e a diversidade cultural europeias.

   

Os três filmes finalistas são legendados nas 24 línguas oficiais da UE e têm exibição nos 28 Estados-Membros, durante os “Lux Film Days”. O filme vencedor é escolhido pelos eurodeputados.Fotografia de capa por ines saraiva

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