O complexo industrial em Sines, deu origem ao aumento da sua população, e potenciou também a criação de zonas onde se pudesse desenvolver a indústria ligeira, com a criação de postos de trabalho, como complemento á indústria naval e petroquímica, o que certa forma tem impulsionado a economia local.

Mas se a indústria petroquímica por si só, é uma indústria perigosa, a construção de áreas habitacionais junto a oleodutos, onde circulam este tipo de produtos, não deveria ter sido permitida, correndo-se o risco de poder vir a ocorrer um acidente grave que coloque em risco a vida de pessoas e bens.

O péssimo hábito de muitos cidadãos pensarem que os acidentes só acontecem aos outros, tem sido uma razão que nos leva a ser pouco cautelosos e a descurarmos os cuidados que deveríamos ter, não pensando nas consequências que as nossas atitudes podem ter na nossa, e na vida de outros.

Numa zona de Sines onde existe a trasfega de produtos perigosos de navios para as unidades industriais próximas, a existência de oleodutos, a par de aglomerados habitacionais, deveria obrigar ao traçar de um plano prévio de emergência para responder em caso de um eventual acidente, porque as fontes de poluição, são também fontes de perigo para quem tarda em tomar medidas de prevenção.

Fotografia de nmorao

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Américo Lourenço

Vigilante no Porto de Sines
Nascido em Lisboa a 29-06-1963, viveu a sua infância e adolescencia em S. Domingos de Benfica. Foi tripulante voluntário de um navio e na Expo 98, e outros acontecimentos. Vive em Sines desde 1992 onde colabora na área da segurança na estrutura portuária daquela cidade. Concluiu o 12º ano, e adquiriu o gosto pela leitura e pela escrita, e interessa-se pelas questões sociais, pelo debate de ideias, continuando a alimentar o sonho de um país melhor.

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