O Mare Nostrum, – O Mar Mediterrâneo-, tem sido palco de inúmeras atividades, sejam elas bélicas, sejam selas comerciais. Povos como os Fenícios, Gregos e Romanos, atravessaram as suas águas em busca de novas oportunidades. Nós fomos a saída para o Atlântico.

E agora a a Síria. È difícil entender lutas fratricidas, com tantos grupos fundamentalistas.

È também interessante ver como a Alemanha, país derrotado na II Guerra Mundial e com uma história tão triste em relação ás minorias, seja agora um país de acolhimento, desejado pelos refugiados e pelos migrantes. Como a História muda o Presente e como aprendemos com os erros do passado, perspetivando um Futuro melhor,

Portugal também vai receber esses seres humanos, humilhados na sua integridade. As opiniões são muitas; há quem concorde e quem não concorde.

Os que concordem, falam de coração, com espontaneidade e com sensibilidade, pessoas que já passaram por grandes dificuldades e atritos. Fazem-nos recordar os retornados.

Quem não quer, são aqueles que sofrem igualmente o drama do futuro, do desemprego, da falta de casa, do luto, do medo. Pais que perdem os filhos pequenos, mulheres que sofrem de violência doméstica, filhos que se separam dos pais, uma agressividade que aumentou de uma forma drástica, irmão contra mãe, filhos do mesmo sangue,

Em Portugal, tudo terá de ser feito com muito cuidado devido á sua história, ainda recente. O alojamento e o confronto de culturas será um choque de civilizações. O emprego, outro.

Esperemos que a vida flua e que tudo corra pelo melhor, como me disse uma amiga minha. Que haja processamento das boas relações e que haja organização equacionada em cada dia que passa. Que todos tenhamos serenidade. Que a Educação nos auxilie a compreender os factos e a não mitificar o problema.

Fotografia de John Englart (Takver)

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Conceição Pereira

Antropóloga e professora desempregada
Cidadã solidária para com a sociedade.

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