Em 2016 realiza-se a maior manifestação desportiva no mundo: Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro!

Para além de serem eventos multidesportivos (e os quais na minha opinião não se podem dissociar por questões éticas), congregam vinte e oito modalidades desportivas olímpicas e vinte e cinco paralímpicas, e para as quais são esperados um total de 18000 atletas de todo o mundo, durante os meses de Agosto e Setembro, na cidade do Rio de Janeiro. O evento em si, uma sequela dos Jogos Olímpicos da Antiguidade, tiveram como pai o Barão Pierre de Coubertin, fundador do Comité Olímpico Internacional (COI) em 1894. Em 1960 realizam-se pela primeira vez os Jogos Paralímpicos (Roma) e em 2010 a primeira edição dos Jogos Olímpicos da Juventude (Singapura).

O objetivo principal destes eventos é unir os países participantes em torno de um ideal de convívio e socialização, aliado à prática desportiva, saúde e bem-estar, envolvido por uma forte competição e performance desportiva. Pela nossa Península de Setúbal, caminhamos também para os jogos: os Jogos do Futuro 2016!

Esta iniciativa que já apresenta um forte historial, reunindo os vários municípios envolvidos e unidos através da Associação de Municípios da Região de Setúbal, desenvolvendo uma forte rede colaborativa de parcerias com as escolas e o desporto escolar, as associações recreativas e sociais e os clubes desportivos, assim como alguns privados. Avaliando-se as edições anteriores, são esperadas perto de vinte modalidades desportivas (incluindo náuticas e desporto para Todos) e mais de três mil participantes.

Sendo um evento multidesportivo e envolvendo um conjunto de locais e populações jovens e diferentes na nossa Região, falamos assim de um evento comparativo com os Jogos Olímpicos da Juventude, numa escala regional. Podemos neste processo garantir continuidade desportiva nos nossos concelhos, partilha de recursos, partilha de boas práticas e intercâmbio desportivo, que no futuro podem trazer uma nova dinâmica de ligação entre os parceiros, exponenciando-se o desporto na Península de Setúbal.

Cabe aos municípios avaliarem os seus recursos, nomeadamente espaços e locais de prática desportiva (sejam artificiais ou naturais), humanos ao nível técnico nas diferentes modalidades, e materiais (já existentes ou não), envolvendo o processo em torno da acessibilidade à prática desportiva.

Os recursos existem, as ferramentas estão à disposição…siga a vontade, e boa sorte para 2016!

Fotografia de Camp Atterbury – Muscatatuck Public Affairs

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Ivo Quendera

Licenciado em Desporto

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