As potencialidades do Distrito de Setúbal no seu conjunto e da Península de Setúbal em particular mereciam uma liderança forte e coerente.

As potencialidades e recursos que, aproveitados, por uma frente politica, social e económica, permitiriam superar problemas existente e propiciar uma ascensão significativa na qualidade e condições de vida das populações.

A relevante base industrial da Península de Setúbal e a complementaridade do Litoral no seu potencial para a produção energética, os importantes portos nacionais e reais capacidades na agricultura, nas pescas e na aquicultura, são fatores fortes que mereciam ter uma frente política capaz de atrair investimento ao Distrito.

Mas, nos diversos fóruns de discussão sobre as linhas orientadoras para o território, raramente marcam presença os líderes e responsáveis políticos do Distrito.

Estas situações levam à perda de identidade das necessidades no seio do debate nacional.

Como que pendurados da margem Norte de Tejo, os lideres políticos daí contemplam o Distrito de Setúbal e aí decidem os investimentos e as politicas para o Distrito, muitas vezes à margem das vontades das populações do Distrito.

A maior força política com representação no Poder Local não consegue ter o mesmo quadro quando se compara com eleições para a Assembleia da República o que leva à perda de capacidade para, por si, se impor no âmbito nacional e fazer voz das necessidades de desenvolvimento económico e social do Distrito.

Identificadas que estão as linhas orientadoras para a elevação dos níveis de qualidade de vida e desenvolvimento, nomeadamente nos domínios ambientais, social, associativo, desportivo, cultural, educativo, da investigação e inovação, e do ordenamento do território e de um importante grau de cobertura de infra-estruturas básicas a que se associa uma rede digital de tecnologias da informação, falta dar o passo seguinte e o passo seguinte é a união dessa frente politica que atrás referi.

Uma região com capacidades ímpares ao nível nacional e ao nível europeu merece que as diversas forças politicas sociais e económicas imponham a capacidade da sua força nas diferentes discussões e orientações para a Região.

Região que tem na sua população trabalhadores portadores de uma vasta experiência na atividade produtiva e uma significativa população jovem, integra um potencial enorme que lhe advém da ligação ao mar, das condições excecionais e únicas dos estuários do Tejo e do Sado, de importantes áreas protegidas com destaque para a Serra da Arrábida, de uma frente de praias excecional e de importantes perspetivas para a atividade turística.

O que falta?

Falta a promoção da qualidade do território, da coerência do tecido social, da aptidão do tecido económico e do processo e sistema regional de conhecimento.

Porque, defender uma redistribuição de rendimentos favorável aos trabalhadores, sem defender a sua criação e de condições para que existam esses rendimentos e para existirem que passa naturalmente pela sua criação e, necessariamente, pelo investimento – nacional ou estrangeiro – e pela sua cativação, é o mesmo que deitar vozes ao vento que se esfuma no horizonte longínquo e abstrato.

Encarnando estes conceitos, poderemos, então, valorizar o ensino escolar, desde o pré-profissional ao profissional e ao superior e a existência de uma rede escolar integrada numa política de intervenção ao nível da educação.

É necessário ultrapassar divergências e criar conceções e objetivos comuns na diversidade politica e de interesses a favor do desenvolvimento e das condições de vida das populações.
Olhemos para a riqueza, material e abstrata, e redistribuímo-la!

Fotografia de fotografar

The following two tabs change content below.

Florindo Paliotes

Ex-Presidente da Direção da UDIPSS Setúbal

Últimos textos de Florindo Paliotes (ver todos)