Mês de Agosto, férias, descanso, reflexão, pré-campanha eleitoral, festivais de verão, praia, campo e o “País Politico” a banhos mas a incidência do emprego e do desemprego sobre as famílias portuguesas faz-se sentir e dividir entre os que podem pensar e desfrutar de umas merecidas férias.
Quando se verifica e reconhece que uma boa parte dos Portugueses empregados vai passar férias na residência e entre uma ida à praia, aproveita para descansar mas pouco, os números dos desempregados continuam a serem usados para beneficiar as contas políticas.
Já aqui o disse que, independentemente do que afirmam as cabecinhas pensadoras e volitantes de todo o tipo de auguras, o PS quer parecer sério quando anda a tentar e a querer fazer crer que não é o principal responsável pelo desemprego, pela divida externa, pelo regabofe da banca – como os factos objetivos e subjetivos dos últimos 40 anos de democracia em Portugal deixam bem claro.
Estão a tentar rápido e velozmente mudar o discurso e a imagem só não estão a tentar mudar a prática.
A mais recente e fresquinha é a fábula dos cartazes da última semana.
Não é mais nem menos do que a forma de pensar e executar as suas políticas de engano e equívoco, mentindo e estrebuchando para convencer os incautos no seu provincianismo barato, de quem não tem capacidade para organizar e gerir o seu próprio partido e quer organizar e gerir as contas públicas e o País.
As intervenções do PS sobre o desemprego são uma falta cruel de cultura política séria e honesta, porque foi o PS que conduziu Portugal à acentuada diminuição das condições de acesso ao financiamento internacional, que conduziu ao pedido de assistência financeira internacional por parte do Estado Português, que por sua vez conduziu à repugnância dos investidores internacionais em financiar a economia portuguesa. Esta falta de cultura advêm da sua falta de princípios ideológicos indefinidos entre a Social-democracia e o Socialismo, num campo abstrato que se transforma num lodaçal vergonhoso e obscuro onde os incautos votantes caiem para servir os interesses de alguns em prejuízo da maioria.
Não é com divertimento e farra dos números que o PS se deve que preocupar, porque não se trata de brincadeiras, trata-se de algo muito a sério: a sobrevivência de Portugal como País independente e soberano com mais de oitocentos anos de história rica e concreta nos mais variados campos desde a ciência à política.
Chegámos ao momento crucial e necessário corrigir os desequilíbrios orçamental e externo da economia portuguesa e definir como objetivos fundamentais o investimento externo, a criação de emprego, o financiamento à economia, com especial relevo às micro, pequenas e médias empresas.
No plano social é necessário estancar inverter a tendência das taxas de natalidade, sendo que só se consegue com uma política que conduza ao desaforamento dos rendimentos das famílias, à concretização de uma política de reformas concreta e saudável nos planos éticos e políticos com seriedade e honestidade. É imprescindível a criação de condições envelhecimento ativo através de medidas de entrada na reforma faseada, para o bem-estar e saúde nessa fase de transição da vida ativa para a reforma concreta, a criação de unidades de apoio aos mais idosos (residências e apoio domiciliário), a definição clara de um novo escalão acima dos oitenta anos, como a quarta idade e uma politica social especifica virada para este escalão etário e para as pessoas com especiais necessidades de apoio extra familiar.
É necessário acabar de vez com a política de prosseguir com os idosos acamados nas residências sem condições de habitabilidade e de higiene, numa perspetiva de cumprimento dos direitos consignados na Constituição da República Portuguesa.
É claramente um desafio que lanço daqui ao futuro governo, que oiça e trabalhe com as pessoas diretamente interessadas, que oiça e trabalhe com as Instituições que trabalham com as áreas problemáticas da população.
Nos últimos quatro anos temos si favorecidos a uma melhoria significativa na prática de apoios às IPSS’s e às pessoas com especiais necessidades mas é necessário alargar os apoios e inovar nas práticas, mas ainda há um longo caminho a percorrer.
Cremos que com o aparecimento e a participação do Partido Unidos dos Reformados e Pensionistas (PURP), que vai concorrer às próximas eleições legislativas sob o lema de “aproximar os de baixo aos de cima” e que tem fortes críticas em relação ao atual sistema político e aos atuais deputados, apresenta-se com um programa próprio e concreto para participar ativamente na discussão e apresentar propostas de solução não só para os idosos mas para a Sociedade em Geral, também para os desempregados.

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Florindo Paliotes

Ex-Presidente da Direção da UDIPSS Setúbal

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