A poluição do meio ambiente, nas suas diversas formas, tem vindo a ser cada vez mais, motivo de grande inquietação.

Muitos de nós, demasiados ocupados com a rotina diária, secundarizamos este assunto. Sem grande consciência, por vezes, não damos a devida importância à questão ambiental, ou porque há sempre alguém que se preocupa por nós, ou haverá alguém que talvez limpe ou corrija os nossos erros e más ações ambientais, que no final de contas, também é nossa responsabilidade e dever cívico.

Não basta só fazer reciclagem, um dos grandes problemas com o qual a humanidade se depara é quantidade de lixo produzido e depositado no meio ambiente, ruas, praias, jardins, qualquer local por onde quer que o Homem passe deixa sempre vestígios e nem sempre é motivo de orgulho. Está a chegar o verão, como queremos encontrar as praias?

Quem já não esteve parado no trânsito e viu no carro da frente ou do lado alguém mandar lixo pela janela? Seja um papel ou minúsculo plástico de uma embalagem de pastilhas, se cada um de nós o fizer uma única vez por dia estaremos a contribuir para transformar o planeta num depósito de lixo, condenado a sucumbir aos erros da humanidade.

A poluição atmosférica ou degradação da qualidade do ar causa quase meio milhão de mortes prematuras por ano na União Europeia. Em meio urbano a poluição atmosférica constitui-se como um dos principais fatores de degradação da qualidade de vida das populações, nomeadamente pelas concentrações de material particulado (PM10) e óxidos de azoto associados às emissões provenientes do tráfego automóvel. Em Portugal o cenário não é dos melhores, nomeadamente em cidades como Sines, Setúbal, Lisboa… No nosso país registam-se quatro mil mortes prematuras por ano e uma perda de esperança média de vida de alguns meses.

As fontes de energia renovável têm demonstrado ser uma mais-valia no combate às emissões de gases com efeito de estufa. Prova disso é um estudo da Agência Europeia do Ambiente (AEA), que indica que, sem a aposta nestas fontes de energia, desde 2005, a quantidade de emissões libertadas para a atmosfera seria 7% superior, em 2012.

É tudo uma questão de educação e consciência. Dependem de nós as iniciativas e inteligência para cuidar e preservar o que de tão precioso temos.

Se cada pessoa que mandasse um papel para o chão fosse de facto chamada á atenção, não basta haver uma lei que repreenda este tipo de má ação, é preciso aplica-la, pois se uma criança vê o pai ou mãe deitar o lixo para o chão, o que irá ela fazer a seguir? É um ciclo vicioso causado por puro egoísmo.

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Olga Paredes

Engenheira Química, Ambiente e Qualidade
Licenciada em Engenharia Química - Ambiente e Qualidade. Pós-graduação em Gestão de Laboratórios. Mestrado em Análises Químicas Ambientais. Profissionalmente, desempenho funções de coordenadora de departamento de laboratórios. Assumi, durante 2013, o cargo de vereadora do pelouro da sustentabilidade ambiental, a tempo inteiro, na Câmara Municipal do Barreiro. Formadora na área do ambiente, qualidade e química.

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