Todos os anos, no dia 1 de junho abre oficialmente a época balnear, com exceção da zona de Cascais e do Algarve, onde é antecipada para o mês de maio. Quer isto dizer que a partir de então, as nossas praias são vigiadas por nadador-salvador, com todos meios de suporte de vida, considerados mínimos e julgados como necessários para uma assistência imediata. Assim, a primeira condição que devemos ter em conta quando nos dispomos a ir à praia, seja marítima seja fluvial, é contarmos com o apoio de alguém que nos possa socorrer em qualquer situação menos agradável.

Não menos importante é considerar a hora de ida e a do regresso. Devem-se evitar as horas de maior radiação, ou seja, entre as 11h e as 17h, pois é quando os raios ultravioletas têm maior intensidade. É também nesse período do dia que geralmente faz mais calor, embora convenha diferenciar as duas coisas pois, enquanto o excesso dos raios ultravioletas sejam responsáveis pelo aparecimento de cancro da pele, já os raios infravermelhos sejam os causadores pelas queimaduras da pele.

Além do calor, também a luz solar pode ser incomodativa, pelo que se recomenda o uso de óculos de sol, ditos óculos de lentes escurecidas, para além do uso de chapéu de abas largas.

Igualmente de considerar a importância de uma maior ingestão de água pois na praia o sol e o vento aumentam as necessidades hídricas.

E, por fim, a indicação do uso de um bom protetor solar. Aconselha-se que não tenha muito perfume e o tipo de pele de cada um condiciona a escolha do fator mais elevado para uma pele clara e mais baixo para peles escuras. O protetor deve ser, primeiramente aplicado cerca de duas horas antes da chegada à praia e a seguir à chegada, repetindo a sua aplicação no caso de banhos repetidos.

Um conselho para o qual se deve chamar a atenção é o de reservar o tempo necessário para uma digestão completa, sobretudo após uma refeição abundante e, por fim, depois de uma longa exposição direta aos raios solares, esperar que a temperatura do corpo baixe o suficiente, antes da entrada na água, evitando assim um choque térmico.

Ponto por vezes ponto controverso é o da ida à praia durante o primeiro ano de vida.

Com a história do ozono, ou da falta dele, as radiações e outras desgraças eco-ambientais, passou-se da inconsciência absoluta para o fundamentalismo de sinal contrário. Dependendo muito do bebé, dos pais, da praia e das condições climáticas, uma criança pode começar a ir à praia desde muito cedo, embora com certas regras, para que tudo corra bem. Como em tudo na vida, impera o bom senso.

Um bebé pode ir à praia no primeiro ano de vida? Claro que pode. E mais, deve, desde que com as devidas precauções. E deve porque nós sabemos que a principal fonte de produção de vitamina D se dá por meio da exposição solar. Estima-se que 80 a 90% da vitamina D que o corpo recebe, tem o sol como responsável.

Fotografia de grungepunk2010

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Luís Cabrita

Médico Pediatra

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