As acessibilidades ao Algarve e a Sines, revestem-se de algum grau de perigosidade, face a uma visão deficiente que tem feito adiar o início das obras de repavimentação de uma via que há muito carece de uma intervenção urgente.
Os cidadãos de Sines e os utentes que se deslocam para o Algarve e outros locais, debatem-se com a falta de alternativas à auto-estrada do sul, quando entre Alcácer do Sal e Grândola, os utentes circulam por uma estrada remendada e quase intransitável, sendo um enorme potencial para a ocorrência de acidentes.

Importa referir que se aponta a falta de cuidado dos condutores numa condução segura, como fator de segurança nas estradas, mas este fator não depende apenas dos condutores, mas também da qualidade das vias que nos oferecem.

Acontece que em Portugal nas últimas décadas se apostou demasiado na construção de auto-estradas sem que se verificasse a sua rentabilidade ou não, e não houve a preocupação de tornar as que já existem, mais seguras, o que talvez possa em certa medida explicar os números da sinistralidade.

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Américo Lourenço

Vigilante no Porto de Sines
Nascido em Lisboa a 29-06-1963, viveu a sua infância e adolescencia em S. Domingos de Benfica. Foi tripulante voluntário de um navio e na Expo 98, e outros acontecimentos. Vive em Sines desde 1992 onde colabora na área da segurança na estrutura portuária daquela cidade. Concluiu o 12º ano, e adquiriu o gosto pela leitura e pela escrita, e interessa-se pelas questões sociais, pelo debate de ideias, continuando a alimentar o sonho de um país melhor.

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