No ano de 2015 completam-se 41 anos da Revolução dos Cravos e 40 anos, que foi aprovada a Constituição da República Portuguesa.


Apesar deste dois marcos históricos o que um e outro atos, embora distintos sendo cada um deles sempre mais importante que o outro, sem o próximo tirar importância ao antecedente.


É também ano de eleições para a Assembleia da Republica de onde sairá o próximo governo de Portugal.


Isto quer dizer que a pré-campanha já começou.


A particularidade destas eleições é o facto de as mesmas se realizarem num quadro de crise generalizada que arrasta consigo o próprio sistema capitalista neo-liberal.


Em Portugal esta crise tem donos, tem rostos e autores e eles são o PS, o PSD e o CDS – é José Sócrates que está preso, é o António Costa, é o Passos Coelho, é o Paulo Portas, como antes foram Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas – estes são e foram os executores da apelante mas arruinadora teoria “menos Estado, melhor Estado” usada e abusada pelos sucessivos governos constitucionais que transformaram o Estado num fomentador expedito da alienação das suas funções sociais.


Foi a metamorfose de Portugal para um país vulnerável e frágil com uma distribuição injusta da riqueza e a financeirização da economia em prejuízo da atividade económica produtiva e sustentável geradora de riqueza.


É por isso, neste momento pré-eleitoral que é necessário responder em concreto e alterar radicalmente esta asfixiante situação e, também radicalmente, dilacerar esta prática politica e apostar numa política virada para as pessoas, para os trabalhadores e classes socialmente desfavorecidas e só se responde com a única arma que o Povo dispõe: o voto.


Mas é necessário que seja um voto anti-crise, ou seja, naqueles que defendem a criação de postos de trabalho com direitos – salário justo e segurança social garantida – tendo como base fundamental o reforço das funções sociais do Estado e a sua intervenção em sectores e áreas estratégicas, como o financeiro e energético.


Votar na defesa do sector produtivo e da produção nacional para níveis de satisfação das necessidades do consumo, como contributo decisivo para o desenvolvimento e a promoção do mercado interno; a defesa dos interesses e da soberania nacionais na nossa intervenção na União Europeia e nos diversos fóruns internacionais, contribuindo deste modo para uma Nova Ordem internacional.


Votar nos que defendem uma Nova Ordem Internacional assente no respeito e no direito soberano das nações e dos povos escolherem o seu caminho de Paz, Liberdade e Justiço, assente no reconhecimento às diferenças de credos, religiões e culturas, na defesa das riquezas próprias e do livre comércio entre Estados.


É evidente que existem novas forças no espectro político-partidários que defendem o desenvolvimento de uma democracia avançada, na caminhada da humanidade para o Socialismo e o Comunismo.


Sendo, também anti-crise, necessário e fundamental a união entre todos os que, num espaço democrático e plural, não se conformam com a política atual e estão dispostos a lutar por uma politica de esquerda como condição essencial para a sua dignificação pessoal e familiar.

Fotografia de capa por OdecamJ

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Florindo Paliotes

Ex-Presidente da Direção da UDIPSS Setúbal

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