As obras na Estrada Regional 261-5, entre Vila Nova de Santo André e Sines, foram retomadas nos últimos dias. O presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, espera que a intervenção, parada há mais de quatro anos, se conclua “o mais rapidamente possível” e já solicitou uma reunião urgente ao Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Silva Monteiro.

“O retomar das obras não nos foi transmitido oficialmente”, lamenta Álvaro Beijinha. A constatação foi feita pela câmara municipal “no terreno” e a partir de um contacto do presidente da CMSC com a empresa que está a executar a obra. Com efeito, foi solicitada “uma reunião com caráter de urgência ao Secretário de Estado Sérgio Monteiro, no sentido de obter um conjunto de respostas que neste momento não temos”. Álvaro Beijinha quer saber “os contornos e especificações da intervenção”, para que a câmara municipal possa acompanhar a obra convenientemente.

Contudo, o presidente da CMSC sublinha a sua “satisfação, passados mais de quatro anos”, com o retomar das obras. “É algo que temos reivindicado reiteradamente, tanto a Câmara Municipal de Santiago do Cacém, como a Junta de Freguesia de Santo André e até outras juntas, nomeadamente a de São Francisco da Serra, que também tem o troço daquilo que seria a A26 a passar pelo seu território”. O processo é já longo e tem causado grandes transtornos a todos aqueles que diariamente utilizam a ER 265-1, em especial com os pinos colocados entre as duas faixas de rodagem, que já provocaram vários acidentes e outras situações de trânsito muito complicadas. Álvaro Beijinha recorda a longa luta ao longo dos anos, com “reuniões com o Ministro Pires de Lima e com o Secretário de Estado Sérgio Monteiro, as várias tomadas de posição por parte dos Órgãos Municipais, bem como as marchas e movimentos de protesto de cidadãos. Esperemos que as obras se concluam o mais rapidamente possível”.

Outra das preocupações de Álvaro Beijinha, que vai ser também transmitida ao Secretário de Estado, prende-se com o troço que vai de Relvas Verdes para Beja permanecer com as obras paradas. “Parte desse troço ainda está no nosso município, até à freguesia de São Francisco da Serra, e relativamente a essa situação vamos continuar numa postura reivindicativa e construtiva, no sentido da obra ser concluída no seu todo”, assegura.