ENFERMEIROS 5 dias EM GREVE!

Dia 11 Lisboa e Vale do Tejo, 12 Litoral Alentejano

O Ministro da Saúde afirma de forma sistemática que é preciso manter o equilíbrio orçamental do Ministério da Saúde e essa é a justificação para protelar a revisão salarial dos enfermeiros e a melhoria das condições de trabalho/prestação de cuidados.

Contudo, vejamos:

∙ Recentemente Ministério anunciou mais 125 milhões para, apenas, 8 Misericórdias da região

Norte;

∙ Ο Funcionamento da PPP de Loures, de acordo com o relatório do Tribunal de Contas, acarreta mais custos comparativamente a hospitais públicos idênticos;

∙  foram desbloqueados incentivos e concursos de promoção noutras carreiras;

Em contraponto e para os enfermeiros, apesar de publicamente, o SR Ministro reconhecer a sua importância, a verdade é que:

– Mantém uma política que encerramento de serviços e diminuição das lotações em vez de investir nas instituições publicas de saúde.

– Continua a sujeitar os enfermeiros a 40 horas de trabalho semanais apesar do especial risco e penosidade da profissão e das orientações da OMS em contrário.

– Mantém milhares de enfermeiros com ritmos de trabalho doentios, muitos apenas com duas folgas num mês de trabalho.

− Milhares de enfermeiros continuam a ter um salário abaixo do valor de referência;

− Cerca de 12.000 enfermeiros especialistas não têm qualquer valor salarial que compense as qualificações acrescidas e a competência diferenciada;

− Deve cerca de 250 milhões aos enfermeiros devido ao  congelamento das progressões desde 2005;

∙ Cerca de 120 milhões de euros em resultado do corte em 50% das horas penosas.

Neste contexto, os enfermeiros questionam se a estratégia para atingir o equilíbrio orçamental do Sr. Ministro da saúde, passa apenas por retirar condições de trabalho aos enfermeiros e serviços públicos aos utentes?

Por condições de trabalho dignas, contra a injustiça e o desrespeito, por melhores cuidados de saúde no SNS, greve na ARS de Lisboa e Vale do Tejo a 11, na região do Alentejo a 12.