Um intenso trabalho e insistentes diligências do Município de Palmela junto da administração central levaram à abertura de um concurso específico para financiamento da obra de consolidação das encostas do Castelo de Palmela. Para responder a esta necessidade urgente, a Câmara Municipal vai assumir os projetos e o acompanhamento de uma vasta campanha de obras, destinadas a garantir as melhores condições de segurança e a defesa deste monumento nacional e da sua envolvente. A candidatura corresponde a 2.800 mil euros, sendo 85 por cento suportados pelo POSEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência do Uso dos Recursos e o remanescente pela Direção-Geral do Tesouro e Finanças, entidade proprietária do Castelo.

Há vários anos e, sobretudo, a partir de 2012, a Câmara Municipal de Palmela impulsionou a criação de um grupo de trabalho, do qual fazem parte várias entidades da Administração Central, que têm vindo a acompanhar a evolução das patologias identificadas nas encostas do Castelo, integrado na Arrábida. No final de 2013, o Município passou a promover reuniões periódicas, em que foram envolvidos, direta ou indiretamente, a Direção-Geral do Tesouro e Finanças, a Direção Geral do Património Cultural, a Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e o Grupo Pestana, que ocupa a Pousada de Palmela, no sentido de monitorizar a situação das encostas e procurar soluções técnicas e financeiras para uma intervenção de consolidação. Paralelamente, o Serviço Municipal de Proteção Civil acompanhou, em permanência, a situação, garantindo as condições de segurança para os diversos eventos realizados, regularmente, no Castelo.

Apesar da informação inicial, de que não haveria fundos para este tipo de intervenções, o Presidente da Câmara Municipal de Palmela desenvolveu vários contactos ao longo do verão, que resultaram em audiências com o Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional e, posteriormente, com o Secretário de Estado do Ambiente, procurando sensibilizar para a premência de algumas intervenções e a necessidade de encontrar uma solução que permitisse alavancar, financeiramente, uma operação técnica complexa. Fruto desta sensibilização, a Administração Central abriu, a 2 de outubro, um concurso destinado exclusivamente aos Municípios de Palmela, Setúbal e Vila Nova de Gaia, com vista à apresentação de candidaturas relativas à mesma tipologia.

A par da intervenção prevista nas encostas do Castelo, estão referenciadas pelo Município junto das respetivas Direções-Gerais, necessidades de intervenção no monumento, nomeadamente, limpeza de muralhas, reposição de cantarias, entre outras.