Alex D’Alva Teixeira nasceu em 1990. Ben Monteiro em 1980. Há quase uma década a separa-los, mas a divisão acaba aí. A música que fazem juntos é agregadora e nunca separatista. Mesmo quando se arriscam a misturar influências tão díspares como Michael Jackson, Spice Girls e James Blake. É isso, aliás, o que o mote ‘Somos D’Alva’ sugere: a ideia de inclusão, de o todo ser maior do que a soma das partes. Sejam elas musicais, raciais, etárias, sociais ou religiosas. Foi com essa premissa que lançaram, em Maio, o disco de estreia #batequebate, assim mesmo com a hashtag, revelando um sentido oportuno de actualidade, de quem está intrinsecamente no seu tempo. Na era das redes sociais e num mundo cada vez mais dado à mestiçagem, os D’ALVA são exímios em transformar todas estas referências fragmentadas em favor da união. Prova disso mesmo são os espectáculos ao vivo da banda lisboeta, cujo código genético é multirracial: tanto Alex como Ben cresceram na Grande Lisboa, mas são filhos de pai africano e mãe nascida no Brasil. Essa herança étnica e cultural transporta-se para palco com a liberdade e a energia próprias dos trópicos, cruzada com um forte espírito estético pop. Não é por isso de estranhar a nomeação para os Portugal Festival Awards, na categoria de Melhor Actuação ao Vivo – Artista Revelação. Em poucos meses, mostrando a sua versatilidade, os D’ALVA foram convocados para actuar para multidões nos festivais NOS Alive e Sol da Caparica e em salas mais intimistas, como o Theatro Circo de Braga. A par disso, foram responsáveis pela banda sonora tocada ao vivo no desfile do criador Luís Carvalho, na última edição da ModaLisboa, casando, mais uma vez, universos criativos distintos. As evidências falam por si: a aceitação dos D’ALVA está em crescendo e falar na música feita em Portugal em 2014 sem mencionar o projecto de Alex D’Alva Teixeira e Ben Monteiro tornou-se impossível.