A terceira edição do Festival das Cores, que decorreu no Parque Central, em Vila Nova de Santo André, entre os dias 10 e 12 de julho, terminou com “um balanço extremamente positivo a vários níveis”. Pedro Flores, um dos responsáveis pelo “Movimento pelas Artes”, destaca o “crescimento do evento, quer nas atividades, quer na participação”.

O responsável enaltece “a envolvência e a dinâmica” conseguida no Parque Central, mesmo “utilizando apenas cerca de 50 % da área do parque”. Pedro Flores explica que “um dos desafios que esteve sempre presente, nesta lógica do Movimento pelas Artes, foi criar uma iniciativa que não se resumisse, no final, a retirar copos, a limpar e a deixar tudo como estava. Tentámos ter o cuidado de ir fazendo alguma intervenção e requalificação, deixando outras estruturas”.

A organização destaca ainda a “criação de um espaço de footgolf”, bem como aquela que é considerada “a grande evolução para os mais pequenos, em relação ao ano anterior, que foi o escorrega de água. Teve muito sucesso e inclusive já está a criar uma dinâmica muito engraçada, já com ideias para se fazer outro tipo de iniciativas”, assegura Pedro Flores.

“O facto de haver uma rede de vólei montada também criou uma dinâmica muito interessante, até chamando a atenção para a necessidade, se calhar, de estar lá uma rede permanente”. Apesar disso, em relação ao Parque Central, “o feedback que vamos tendo, desde que estamos associados a este evento, é que as pessoas sentem que não há muitos espaços como este a nível da região e até mesmo a nível nacional”.

A música voltou a ser um dos “pratos fortes” do Festival, com várias bandas e DJs a passarem, ao longo dos três dias, pelos dois palcos do certame. “Em termos musicais, julgo que também houve um salto significativo, com algumas bandas a darem um reforço bastante positivo”. A 3.ª edição do Festival das Cores colocou o Parque Central em “alta rotação” aos longo dos três dias, com várias atividades desportivas, “guerra das cores”, artesanato, insufláveis, exposições, atividade de orientação (em parceria com o Clube de Orientação e Aventura do Litoral Alentejano), desfile e outras iniciativas em torno das artes. A crescente consolidação do Festival permite “começar a pensar numa 4.ª edição”, adianta Pedro Flores.

A Câmara Municipal de Santiago do Cacém (que esteve representada na abertura do Festival pelos Vereadores Norberto Barradas e Margarida Santos, e que contou com a presença do Presidente Álvaro Beijinha na noite de sábado) e a Junta de Freguesia de Santo André, entre outras entidades, voltaram a apoiar a iniciativa.