Rosa Duarte

Set 0
Set 0

O que é preciso estar triste para me divertir assim

Esta frase não é minha. É de Ricardo Reis, o erudito heterónimo de Fernando Pessoa que é protagonista de uma obra de José Saramago, quando este resolve contar como foi o ano da sua morte. Livros como este são os conhecidos amigos das bibliotecas, das livrarias, das salas de cultura geral… Também das escolas. E o novo ano letivo está aí, com novos manuais e sempre desafiadores planos de leitura. …   Ler

Ago 0
Ago 0

O que esperamos uns dos outros?

Quem está implicado no intrincado mundo da educação, por alguma razão almeja ajudar o outro numa vertente da sua formação: para a sobrevivência deste perante os desafios do quotidiano, para se tornar mais um parceiro nas responsabilidades socialmente partilhadas, ou outras grandes ou pequenas razões… Mas educar não é uma exclusividade dos mais velhos em relação aos mais novos. Sabemos que a educação é muito mais do que alfabetizar… embora …   Ler

Jul 0
Jul 0

O Fado nas Escolas

“Projeto Fado nas Escolas”. A ideia consiste em promover atividades pedagógicas e recreativas com Fado itinerante nas escolas do ensino público e privado. Esta ideia não é nova, claro. Tem estado na mente e na boca de alguns amantes do fado, em especial fadistas e músicos. É tempo de lhe dar forma. Não direi que o fado se deva ensinar nas escolas como uma disciplina autónoma, como o Mandarim que …   Ler

Jun 0
Jun 0

Educar Para Ajudar

Não custa nada ajudar, diz-se por cá. E muitas vezes, confirma-se. Seja uma ajuda a conhecidos ou a desconhecidos. Que depende, naturalmente, das condições (quantas vezes circunstanciais) do ajudador e da confiança mínima que lhe desperta o necessitado. É, de facto, bom ajudar. Porque sabemos, humanos mais e menos experientes, que quando se ajuda o outro, o nosso sentimento e imagem engrandecem. É uma forma garantida de fazer bem ao …   Ler

Mai 0
Mai 0

A obra de arte sabe mais do que o artista

Esta frase “a obra de arte sabe mais do que o artista” é, para mim, verdadeira. Que dá naturalmente que pensar. É de quem? (se é que as frases têm donos únicos circunscritos no tempo…) Quem foi a primeira pessoa que a pensou e a disse publicamente? (terá havido alguém na esfera privada que a dissesse primeiro?) Terá sido um perscrutador da génese do fenómeno artístico ou simplesmente um empírico …   Ler

Abr 0
Abr 0

Fronteiras

O tema “fronteiras” é atualíssimo. E atentos, elementos da equipa de investigação coordenada pela Professora Maria Fernanda de Abreu do Centro de História d’Aquém e d’Além Mar (CHAM) organizaram recentemente um Simpósio de três dias (20, 21 e 22 de abril) na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas para debater “Fronteira, Cosmopolitismo e Nação nos Mundos ibéricos e Ibero-Americanos”. Foram momentos de relevante partilha e reflexão. Sabemos que o fenómeno …   Ler

Abr 0
Abr 0

As armas e os barões assinalados

A História faz-se de histórias. E os guerreiros e os Homens ilustres de Portugal fizeram-se e fazem-se nas narrativas escolares de cada época. Em jeito de aparte: quando uso a palavra homens estou naturalmente a referir-me aos homens e às mulheres (embora em outra época se pensasse só no masculino). Esta herança linguística que faz prevalecer o masculino sobre os dois géneros tem preguiçosamente resistido à evolução, ainda que lenta, …   Ler

Mar 0
Mar 0

Acabar de vez com os adjetivos

Hoje em dia não é fácil escrever sem carregar nos condimentos adjetivais. Ou argumentar sem colecionar estufas de adjetivos. Ou ser promovido sem uma conduta proadjetival. E sem consumir doses diárias não recomendadas de adjetivos numerais. Os sentidos subentendidos são também muitos apreciados, qual estratégia para ajudar a baralhar e a não pensar. A clareza das frases está moribunda (como aquela d’“a qualidade da educação determinar a moral do cidadão …   Ler

Fev 0
Fev 0

Como equacionar a massa na energia das palavras?

Cada palavra é uma fonte potente de energia que contém uma dada massa associada. No admirável mundo velho, os verbos são venerados diariamente em prol da nova matéria da bolsa de valores. Somos legatários materialistas com ideias, ideais e sentimentos à procura sem cessar de os materializar e fazer render a indústria verbosa manufaturada dos atos e moedas, qual desfile lexical a anunciar presentes festivos para os sentidos, nem sempre …   Ler

Jan 0
Jan 0

A notícia da morte da velha senhora é exagerada

Ano novo, vida nova. É uma expressão em alta nesta mudança de calendário. O meu pai dizia-a muitas vezes. Há nela algo de obrigação moral com puerilidade, marcada pela economia vocabular típica e pelo sabor popular premonitório.     A morte do ano de 2014 não é exagerada. O estertor da sua morte aconteceu nas últimas horas do dia 31 de dez. Depois de vários sonidos, mais ou menos ruidosos, …   Ler

voltar ao topo ▲